A MUSICOTERAPIA EM CONTEXTOS SOCIAIS E COMUNITÁRIOS: DISSENSOS, SABERES E FAZERES NO ÂMBITO DA AMÉRICA LATINA

13/05/2021 12:57

A tese de Doutorado de autoria de Andressa Dias Arndt e orientada pela Professora Kátia Maheirie foi defendidada no ano de 2019 e tem o seguinte resumo:

NESTA TESE INVESTIGAMOS OS FAZERES E SABERES DA MUSICOTERAPIA SOCIAL E COMUNITÁRIA NA AMÉRICA LATINA. UTILIZAMOS O TERMO MUSICOTERAPIA SOCIAL E COMUNITÁRIA COMO UMA SÍNTESE TOTALIZADORA ABERTA, QUE ABARCA AS FORMAS DE SE PENSAR-FAZER MUSICOTERAPIA QUE SE DISTANCIAM DE UMA FORMA CONVENCIONAL, OU SEJA, DE UMA INCLINAÇÃO AO TRABALHO INDIVIDUALIZANTE, FOCANDO EM UM SOFRIMENTO COMUMENTE MOTIVADO POR ALGUMA PATOLOGIA E/OU ORIENTADO POR PERSPECTIVAS BIOMÉDICAS. CONSTRUÍMOS AS INFORMAÇÕES POR MEIO DE UMA REVISÃO INTEGRATIVA DE LITERATURA, A REALIZAÇÃO DE CINQUENTA E NOVE ENTREVISTAS COM MUSICOTERAPEUTAS DA AMÉRICA LATINA E POR MEIO DE PESQUISAS NO COTIDIANO DE TRABALHO DE ALGUNS/MAS DESSES/AS MUSICOTERAPEUTAS. NOSSO PROCESSO DE CONSTRUÇÃO E ANÁLISE DE INFORMAÇÕES TOMOU COMO INSPIRAÇÃO O MÉTODO DA IGUALDADE, DE JACQUES RANCIÈRE. ESCOLHEMOS ORGANIZAR AS INFORMAÇÕES POR MEIO DE TRÊS ARTIGOS E UM BREVE CAPÍTULO FINAL. DE MODO GERAL, AO LONGO DE TODA ESTA TESE BUSCAMOS CONTRIBUIÇÕES PARA PENSAR ARTE, SUJEITO E COLETIVOS NAS OBRAS DE LEV VIGOTSKI E SEUS/SUAS INTERLOCUTORES/AS, BEM COMO NOS TRABALHOS DE JACQUES RANCIÈRE E SEUS/SUAS INTERLOCUTORES/AS. NO PRIMEIRO ARTIGO ANALISAMOS O CONCEITO DE SUJEITO E COLETIVO PRESENTE NAS PUBLICAÇÕES SELECIONADAS NA REVISÃO INTEGRATIVA DE LITERATURA E DISCORREMOS SOBRE AS AÇÕES COLETIVAS/ COMUNS EM ARTICULAÇÃO COM AS INTERFERÊNCIAS POSSÍVEIS DE SEREM ASSINALADAS NO CAMPO DO INSTITUÍDO. NO SEGUNDO ARTIGO ANALISAMOS AS INFORMAÇÕES ADVINDAS DAS ENTREVISTAS E DE NOSSAS PESQUISAS NO COTIDIANO DE TRABALHO. ESCOLHEMOS ABORDAR A QUESTÃO DOS FAZERES HORIZONTALIZADOS E PRÁTICAS NÃO CONVENCIONAIS NO CAMPO DA MUSICOTERAPIA SOCIAL E COMUNITÁRIA LATINO-AMERICANA. CONSIDERAMOS ESSAS PRÁTICAS COMO NOTAS DE DISSENSO PERANTE O CAMPO CONVENCIONAL DA MUSICOTERAPIA. NO TERCEIRO ARTIGO, A PARTIR DO DIÁLOGO ENTRE PERSPECTIVAS VIGOTSKIANAS E RANCERIANAS DISCORREMOS SOBRE A ARTE E OS PROCESSOS DE SUBJETIVAÇÃO POLÍTICA, EM ARTICULAÇÃO COM AS INFORMAÇÕES QUE PUDEMOS CONSTRUIR NESTA PESQUISA. NO CAPÍTULO FINAL, BUSCAMOS PROPOR UM BREVE TEXTO SINTETIZANDO DE FORMA ABERTA ALGUMAS DAS INFORMAÇÕES QUE TRATAMOS AO LONGO DOS ARTIGOS E APONTANDO ALGUNS POSSÍVEIS PARA O CAMPO DE SABER E PRÁTICA DA MUSICOTERAPIA SOCIAL E COMUNITÁRIA. POR FIM, DEFENDEMOS A TESE DE QUE ESSES SABERES E FAZERES QUE PUDEMOS CRIAR E CONHECER NESTA PESQUISA, CONTRIBUEM PARA A CRIAÇÃO DE CENAS DE DISSENSO PERANTE O CAMPO CONVENCIONALMENTE POSTO DA MUSICOTERAPIA E, ASSIM, ABREM A NOVOS POSSÍVEIS PARA ESTE CAMPO DO FAZER.

e o texto completo pode ser baixado em:

https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=8175521

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