NUPRA – Núcleo de Pesquisa em Práticas Sociais, Estética e Política – UFSC
  • Malucos da Estrada: experiência nômade e produção de modos de vida

    A tese de Doutorado de autoria de Andre Luiz Strappazzon e orientada pela Professora Andréa Vieira Zanella foi defendidada no ano de 2017 e tem o seguinte resumo:

    Esta pesquisa foi construída a partir da análise dos modos de vida de artistas de rua e artesãos nômades, ou “malucos de estrada”, também conhecidos popularmente como hippies. O eixo da reflexão se refere a como os “malucos de estrada” constroem seus modos de vida em tensão com o que eles chamam de “sistema”, e que designamos como modos de vida hegemônicos, entendidos como “normais” em nossa sociedade, criando outras possibilidades de existência em suas dimensões éticas, estéticas e políticas. O percurso metodológico tem no método da cartografia o horizonte de inspiração. As informações agenciadas para a pesquisa partem de documentários, entrevistas e reportagens produzidas pelos “malucos” ou sobre eles, além de algumas experiências de campo. O referencial teórico tem como base a filosofia de Espinosa e seus interlocutores, além de contar com a colaboração de alguns estudos de Deleuze, Guattari, Foucault, Negri e Hardt, dentre outros. Nas análises discute-se a constituição de modos de vida hegemônicos e os processos de subjetivação decorrentes, no encalço dos conceitos de sociedade disciplinar, biopoder e sociedade de controle, que preconizam noções de normalidade, calcadas em verdades morais erigidas ao longo da história ocidental. A partir disso, são trazidas as críticas que os artistas de rua e artesãos nômades endereçam ao “sistema” e os modelos alternativos de vida que propõem na prática. Na sequência, analisa-se alguns aspectos que possibilitaram aos artistas de rua e artesãos nômades romper com os modos de vida “dentro do sistema” em direção à criação de outros, situados na dimensão dos encontros. Tomando a viagem dos “malucos” como experiência e o nômade como operador conceitual, propõe-se, a partir da análise de alguns relatos conjugados com os referenciais teóricos, chamar de “experiência nômade” a ação de criar em processo condições dissidentes de existência.

    e o texto completo pode ser baixado em:

    https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=5074743


  • Judicialização e contracondutas no trabalho da equipe de um CREAS: forças em tensão na Assistência Social.

    A tese de Doutorado de autoria de Lucia Regina Ruduit Dias e orientada pela Professora Andréa Vieira Zanella foi defendidada no ano de 2017 e tem o seguinte resumo:

    O presente estudo analisa as práticas das trabalhadoras da assistência social, problematizando a experiência da equipe de um Centro de Referência Especializado em Assistência Social – CREAS, da cidade de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil. O estudo investiga as forças que se encontram presentes nas práticas jurídicas das trabalhadoras da equipe do CREAS e busca visibilizar as possibilidades de contracondutas ao processo de judicialização do trabalho e da vida. A estratégia metodológica utilizada é a pesquisa-intervenção, fundamentada na Análise Institucional e em suas noções de produção conjunta do conhecimento e na atitude político-ético-estética da pesquisadora. Os procedimentos utilizados para a produção de informações foram o acompanhamento da equipe, a análise de implicação, a restituição e uma oficina de fotografia. As informações foram registradas em diário de pesquisa e audiogravações. As discussões provocadas pela intervenção foram analisadas à luz das noções de práticas jurídicas, judicialização do trabalho e da vida, assim como de biopolítica e contracondutas, a partir de Michel Foucault e pesquisadores/as contemporâneos/as. O estudo indica que no CREAS encontram-se presentes inúmeras forças que se reúnem em um fluxo na direção da judicialização do trabalho e da vida, sendo estas a trama pobreza-assistencialismo-tutelamento-culpa; a noção de Estado social e a biopolítica, que pressiona as trabalhadoras na direção do controle de si e da população; as práticas jurídicas enraizadas na sociedade e seus mecanismos de exame, de prova, de testemunho e de criminalização e, ainda, a precarização do trabalho. O processo de individualização se mostrou como uma força que transversaliza todas as outras e que pressiona fortemente no sentido da judicialização. O acompanhamento do CREAS e de suas relações com outros níveis e equipamentos da AS, bem como com outras políticas públicas, fez ver que essa dinâmica de forças não faz parte apenas do trabalho de um CREAS, mas se faz presente na AS brasileira assim como nas demais políticas públicas. Sendo assim, é possível dizer que as forças de individualização e culpabilização, enlevadas pelo projeto político liberal, se entrelaçam de forma a estarem presentes nas políticas públicas brasileiras como um todo. Entretanto, se por um lado existe uma trama de forças que pressiona na direção da judicialização, ao mesmo tempo existem forças que operam como contracondutas às práticas de judicialização. Essas forças são a coletivização e sua abertura a criações nos modos de trabalhar, assim como a produção de história e de memórias.

    e o texto completo pode ser baixado em:

    https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=5007765


  • Pessoas em situação de rua e a cidade: cartografando planos, (in)visibilidades e resistências

    A tese de Doutorado de autoria de Natalia Alves dos Santos e orientada pela Professora Andréa Vieira Zanella foi defendidada no ano de 2020 e tem o seguinte resumo:

    Nesta tese, pesquisamos os encontros entre a cidade e as pessoas em situação de rua. Apesar de termos eleito a cidade de Florianópolis, Santa Catarina, como lócus da investigação, outras cidades em diferentes estados, países e contextos transversalizaram as discussões tecidas. Concebemos pesquisa, pesquisadora e cidade como corpos, que se constituem e interagem de forma dinâmica, heterogênea, constante e múltipla. Traçamos como objetivo geral problematizar as relações que a cidade institui com as pessoas em situação de rua. Destes, desdobram-se três objetivos específicos, a saber: perscrutar, via experiência estética, as tensões do encontro dos corpos das pessoas em situação de rua com o corpo da cidade; analisar o modo como a cidade responde à presença, permanência e trânsito de pessoas em situação de rua; investigar rastros de medidas higienistas voltadas às pessoas em situação de rua em documentos que narram a história da cidade. Como interlocutores teóricos elegemos Gilles Deleuze, Félix Guattari, Mikhail Bakhtin, Lev Vygotsky, Walter Benjamin e outros/as pesquisadores/as que contribuíram para as problematizações empreendidas. Adotamos como estratégias metodológicas caminhar pela cidade, sob a perspectiva do flanêur, de Walter Benjamin, percorrer documentos oficiais e não-oficiais, que narram a sua história, e registrar alguns dos encontros das pessoas em situação de rua com a cidade via fotografia. O olhar para os documentos e encontros inspiraram-se no método cartográfico de Gilles Deleuze e Félix Guattari. As informações produzidas transformaram-se em 04 artigos que buscaram responder aos objetivos específicos da pesquisa. O processo de produção da tese evidenciou as tensões que emergem das relações que nos propusemos investigar, permitindo-nos concluir que às pessoas em situação de rua é destinado, na cidade, o lugar de margem, de resto, um entrelugar.

    e o texto completo pode ser baixado em:

    https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=9780393


  • MEMÓRIAS DA LOUCURA: ARQUIVO, TESTEMUNHO E ARTE

    A tese de Doutorado de autoria de Mariana Zabot Pasqualotto e orientada pela Professora Andréa Vieira Zanella foi defendidada no ano de 2020 e tem o seguinte resumo:

    Esta tese fala sobre reescrituras e (re)coleções produzidas ou visibilizadas no confronto com os arquivos produzidos do poder psiquiátrico e a sua arquitetura manicomial. Arquivo que – composto pela estrutura física dos pavilhões manicomiais, pelos saberes e técnicas que conduziram às práticas e tratativas coercitivas, a pessoas com diagnóstico psiquiátrico, por fotografias, prontuários e outros registros textuais – se pretende monológico, pois se baseia em um discurso de verdade, pautado na patologização, medicalização, burocratização e disciplinarização dos corpos. Em tensão a esse arquivo, faço ver nesta tese registros da existência e resistência de vidas diante da clausura, arquivo este formado por silêncios, lacunas, cinzas, gritos, murmúrios, produções estéticas e pelos efeitos que foram produzidos na pesquisa em contato com tais corpos ou com os vestígios de si. Distanciando-se de uma perspectiva monológica do arquivo, esta tese atenta para a diversidade de vozes e tempos que compõem a reescrita e as metamorfoses das histórias dos arquivos. A pesquisa teve no conceito de coleção proposto por Walter Benjamin uma inspiração metodológica para esta tese: assim como Arthur Bispo do Rosário, que inventariou, (re)colecionou e “desloucou” as coisas consideradas sem valor descartadas pela cidade, a pesquisa se guiou pela perscruta dos resíduos, cinzas e rastros que sobraram da existência de antigos manicômios; ruínas de violências, ruínas das resistências de vidas contra o choque com o poder. A flânerie também foi outra inspiração para estar nas cidades e perscrutar diferentes museus, espaços e arquivos, a saber: o arquivo relacionado ao Abrigo Municipal de Alienados Oscar Schneider, em Joinville/SC; os espaços de ex-manicômios italianos, a partir da experiência de estágio sanduíche no exterior; e o Museu de Imagens do Inconsciente, no Rio de Janeiro. Nesses lugares praticou-se um caminhar atento aos pequenos sinais de irrupções de tempos de outrora em seu diálogo com o “presente” e recolheu-se – a partir de fotografias, anotações em diário de campo e inscrições de afecções no corpo da pesquisadora – cenas, imagens, acasos, durante os percursos. Eis o que se apresenta, pois, nesta tese: a constelação crítica produzida a partir de fragmentos recolhidos em diversos arquivos da loucura. Uma coleção formada a partir das afecções do corpo da pesquisadora com as ruínas das memórias da loucura. Esta tese teceu fragmentos de imersões espaço-temporais diferentes no campo temático, físico e virtual, marcado pela produção de arquivo da loucura e traz como resultado o apontamento ético sobre a importância de se recolher de forma crítica as ruínas de tragédias passadas e aquelas que atualmente ainda se acumulam diante de nós, resultantes da violação dos diretos humanos de vidas marginalizadas pela produção da loucura. A tese se funda na deia de que recolher de forma crítica tais ruínas é direcionar atenção a como esse passado presentifica-se em constante confronto, atualizar e (re)colecionar os arquivos dessa história, elaborar lutos e impulsionar a inscrição de memórias outras para definir estratégias a favor de novos possíveis.

    e o texto completo pode ser baixado em:

    https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/220396


  • SOCIEDADE KÊNIA CLUBE: MEMÓRIA E RESISTÊNCIA DA POPULAÇÃO NEGRA EM JOINVILLE/SC

    A dissertação de Mestrado de autoria de Orlando Afonso Camutue Gunlanda e orientada pela Professora Andréa Vieira Zanella foi defendidada no ano de 2020 e tem o seguinte resumo:

    Esta dissertação teve como objetivo principal investigar o modo como a Sociedade Kênia Clube (SKC) tensiona a produção social da memória sobre a população negra na cidade de Joinville, Estado de Santa Catarina. A SKC foi fundada em 1960 e faz parte da rede de clubes sociais negros existentes em algumas cidades brasileiras que se constituíram como espaços de sociabilidade, lazer, diversão, educação e preservação das tradições afro-brasileiras. As inquietações que mobilizaram este estudo foram objetivadas na forma de três principais perguntas: (1) De que maneira a Sociedade Kênia Clube tensiona a produção social da memória sobre a população negra em uma cidade que privilegia oficialmente as memórias das tradições germânicas e italianas? (2) Quais os sentidos desse clube para os(as) seus/suas associados(as)? (3) Como esse clube se mantém hoje na cidade e quais os seus desafios. Como proposta metodológica, o estudo foi feito em três etapas: na primeira, realizou-se uma pesquisa documental no Arquivo Histórico de Joinville; na segunda, desenvolveu-se uma leitura topográfica, procurando compreender o modo como estão distribuídos os principais clubes sociais na cidade; e, por fim, realizaram-se conversas com associados(as) da SKC a fim de compreender os sentidos produzidos sobre a relação com o clube. Os saberes da Análise Dialógica do Discurso (ADD) mediaram a compreensão das informações produzidas na pesquisa. A partir dos saberes da psicologia social crítica, discutem-se temas como cidade, produção social da memória, relações étnico-raciais e produção de subjetividade. Como resultados, compreendeu-se que a SKC é um dos lugares que possibilita processos de rememoração acerca da trajetória da população negra na cidade de Joinville. Considerou-se, também, que a localização dos clubes sociais no terreno da cidade, as possibilidades de acessos e a estrutura arquitetônica dos seus prédios possibilitam diferentes formas de visibilização, implicando diretamente nos modos como são conhecidas as narrativas, memórias e trajetórias dos grupos étnico-raciais representados por essas sociedades recreativas. Por fim, o estudo evidenciou que a SKC é um espaço de realização de ações políticas, educacionais e produção de memória social.

    e o texto completo pode ser baixado em:

    https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=8298156


  • UM APRENDIZADO SOBRE ESTÉTICAS DECOLONIAIS COM O COLETIVO MAHKU

    A dissertação de Mestrado de autoria de Marcelo Felipe Bruniere e orientada pela Professora Kátia Maheirie foi defendidada no ano de 2019 e tem o seguinte resumo:

    ESTA DISSERTAÇÃO É FRUTO DE UMA PESQUISA SOBRE PROCESSOS DE SUBVERSÃO, RESISTÊNCIA E ENFRENTAMENTO A ESTÉTICA DA COLONIALIDADE NO TRABALHO ARTÍSTICO DO COLETIVO MAHKU, COMPOSTO POR PESSOAS DA ETNIA HUNI KUIN. CONFORME NOSSOS ESTUDOS, O ENCONTRO ENTRE INDÍGENAS E AS MISSÕES JESUÍTICAS LIDERADAS PELA COMPANHIA DE JESUS FOI A CENA PRINCIPAL NA CONSTRUÇÃO DO PROCESSO DE COLONIALIDADE NO BRASIL. A COLONIALIDADE É UM PROCESSO HISTÓRICO QUE SE REFERE A UM PADRÃO DE PODER QUE ATUALIZA HIERARQUIAS RACIAIS, CULTURAIS, SEXUAIS E EPISTÊMICAS, REPRODUZINDO RELAÇÕES DE DOMINAÇÃO E A CONTINUIDADE DO COLONIALISMO EM DETERMINADOS TERRITÓRIOS. NESSE QUADRO, A ESTÉTICA DA COLONIALIDADE É UMA ATUALIZAÇÃO DA MODERNIDADE/COLONIALIDADE QUE INCIDE ESPECIALMENTE SOBRE AS FORMAS DE SENTIR E PERCEBER, OCORRENDO NA INTERSECÇÃO DE DIFERENTES FORMAS DE CLASSIFICAÇÃO, COMO SEXUALIDADE, GÊNERO, RAÇA, CLASSE, IDEAIS DE BELEZA E PADRÕES DE EFICIÊNCIA CORPORAL. JÁ AS ESTÉTICAS DECOLONIAIS PROCEDEM COMO RECONHECIMENTO E EXPOSIÇÃO DAS EXISTÊNCIAS IMPOSSÍVEIS, MISTIFICADAS OU DISSIMULADAS PELA ESTÉTICA MODERNA, CONFIGURANDO-SE POR UM PROCESSO ANTROPOFÁGICO DE DESOBEDIÊNCIA AO QUE É DADO NA COLONIALIDADE, UMA INSOLÊNCIA DOS ¿MAUS SELVAGENS¿. OS HUNI KUIN HABITAM A REGIÃO AMAZÔNICA, NA FRONTEIRA ENTRE O ESTADO DO ACRE E O PERU. ELES VIVEM UMA REALIDADE DE RESISTÊNCIA À ESTÉTICA DA COLONIALIDADE. SOBREVIVERAM A DIFERENTES INVESTIDAS DO ESTADO NACIONAL, MISSIONÁRIOS ESTRANGEIROS E VÁRIAS FRENTES EXTRATIVISTAS. ABORDAREMOS A CANTORIA DOS HUNI MEKA E COMO CONSTROEM UMA ARTE MIRAÇÃO A PARTIR DA ESTÉTICA XAMÂNICA DO NIXI PAE.

    e o texto completo pode ser baixado em:

    https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=7626738


  • NÓS, O CRAS E, A COMUNIDADE: A EXPERIÊNCIA DE UM GRUPO DE CONVIVÊNCIA DE MULHERES EM UM CRAS DA REGIÃO METROPOLITANA DE FLORIANÓPOLIS

    A dissertação de Mestrado de autoria de Deise Lucia Antunes Lopes e orientada pela Professora Kátia Maheirie foi defendidada no ano de 2019 e tem o seguinte resumo:

    A POLÍTICA NACIONAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL CRIADA NO ANO DE 2004 É UM DOS IMPORTANTES MARCOS LEGAIS PARA A IMPLANTAÇÃO DE UM SISTEMA DE PROTEÇÃO SOCIAL PARA OS CIDADÃOS BRASILEIROS. POR MEIO DO SISTEMA ÚNICO DE ASSISTÊNCIA SOCIAL – SUAS, UMA SÉRIE DE SERVIÇOS TIPIFICADOS PERMITIRAM O ATENDIMENTO EM DOIS NÍVEIS DE PROTEÇÃO: PROTEÇÃO SOCIAL BÁSICA – PSB E PROTEÇÃO SOCIAL ESPECIAL – PSE. DENTRE OS SERVIÇOS PREVISTOS NA PROTEÇÃO SOCIAL BÁSICA, O CENTRO DE REFERÊNCIA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL – CRAS, CARACTERIZA-SE COMO ¿PORTA DE ENTRADA¿ PROMOVENDO O ACESSO DA POPULAÇÃO À POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL. ESTA DISSERTAÇÃO, PORTANTO, TEM POR OBJETIVO APRESENTAR A EXPERIÊNCIA DE UMA PESQUISA-INTERVENÇÃO REALIZADA EM UM CRAS DA REGIÃO METROPOLITANA DE FLORIANÓPOLIS. TAL PESQUISA FOI REALIZADA COM UM GRUPO DE MULHERES QUE, DESDE 2017 FOI SE CONSOLIDANDO COMO UM GRUPO ORGANIZADO, O QUAL BUSCA A MANUTENÇÃO DE SUAS ATIVIDADES POR MEIO DA AÇÃO CONJUNTA DE TODAS AS PARTICIPANTES. O ARTESANATO, MEDIADOR DOS ENCONTROS DESDE O INÍCIO, PROMOVEU O ENCONTRO DESTAS MULHERES COM OUTRAS MULHERES DO TERRITÓRIO E COM O CRAS. ASSIM, ESTE ESTUDO SE DESDOBROU EM COMPREENDER COMO SE CONSTITUIU ESTE GRUPO E COMO FOI POSSÍVEL A SUA MANUTENÇÃO ATÉ OS DIAS ATUAIS. CONSIDERANDO A ESCASSEZ DE RECURSOS ENVIADOS PELA PREFEITURA, A MANUTENÇÃO DOS INSUMOS PARA AS ATIVIDADES ADVÉM DA VENDA DA SUA PRODUÇÃO COLETIVA. RESSALTO QUE, EM SUA CONSTITUIÇÃO, ESTA ATIVIDADE VISA PROMOVER O FORTALECIMENTO DE VÍNCULOS FAMILIARES E COMUNITÁRIOS PREVISTOS PELA POLÍTICA E, PARA ALÉM DAS ATIVIDADES DE ARTESANATO, BUSCA A ARTICULAÇÃO E A NEGOCIAÇÃO DE TEMAS DE INTERESSE DA EQUIPE PAIF E DAS MULHERES, VISTO QUE AS RODAS DE CONVERSA SÃO UMA PRÁTICA UTILIZADA COM ESTE GRUPO. QUANTO À MATRIZ TEÓRICA UTILIZADA NA PESQUISA-INTERVENÇÃO E NO DESENVOLVIMENTO DESTA ESCRITA, A TEORIA DE GRUPOS DE JEAN PAUL SARTRE FUNDAMENTOU O CAMINHO PERCORRIDO. OS RESULTADOS DESTA INTERVENÇÃO RESULTARAM EM DOIS ARTIGOS: (1) A INTELIGIBILIDADE DE UM GRUPO EM MOVIMENTO, APRESENTANDO OS RESULTADOS DE UMA RODA DE CONVERSA, NO QUAL FOI UTILIZADO O MÉTODO DA ENTREVISTA COLETIVA E, (2) ENCONTRO DE MULHERES EM UM CRAS: UMA EXPERIÊNCIA NA CONSTRUÇÃO GRUPAL, NO QUAL FOI UTILIZADO O DIÁRIO DE CAMPO COMO INSTRUMENTO PARA AS DISCUSSÕES PROPOSTAS. POR FIM, COMPREENDE-SE QUE A ATIVIDADE GRUPAL EXISTENTE SE CONSTITUIU COMO UM IMPORTANTE ESPAÇO DE ENCONTRO ENTRE AS MULHERES DO TERRITÓRIO, BEM COMO FOI CAPAZ DE GERAR INÚMERAS POSSIBILIDADES, VISTO O SEU CARÁTER DIALÉTICO NA DIREÇÃO DA CONSTRUÇÃO GRUPAL.

    e o texto completo pode ser baixado em:

    https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=7872462


  • POLÍTICA DA MÚSICA E EXPERIMENTAÇÃO POLÍTICA DO SOM NA LIVRE IMPROVISAÇÃO MUSICAL

    A dissertação de Mestrado de autoria de Leandro Almir Aragon e orientada pela Professora Kátia Maheirie foi defendidada no ano de 2019 e tem o seguinte resumo:

    O OBJETIVO DESTE TRABALHO É DISCUTIR A RELAÇÃO ENTRE MÚSICA E POLÍTICA A PARTIR DE UMA ANÁLISE DA POLÍTICA DA MÚSICA DA CHAMADA IMPROVISAÇÃO LIVRE. ENTENDO MÚSICA COMO UMA FORMA DE RECORTAR E DISTRIBUIR O CONTINUUM SONORO QUE CONSISTE DA SELEÇÃO E DA COMPOSIÇÃO OU ORGANIZAÇÃO DE MATÉRIAS INFORMES SEGUNDO CERTAS LÓGICAS QUE DEFINEM GÊNEROS MUSICAIS. POR POLÍTICA, ENTENDO A RUPTURA COM AS LÓGICAS DE COMPOSIÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DOS ESPAÇOS A PARTIR DE UM PRINCÍPIO DE IGUALDADE RADICAL. CONCEITUO, POR FIM, POLÍTICA DA MÚSICA COMO UMA RUPTURA DAS LÓGICAS DE ORGANIZAÇÃO DO SOM QUE DESIGNAM UM SOM COMO MUSICAL OU COMO RUÍDO, SEGUNDO A LÓGICA DE QUE UM SOM SÓ PODE SER OUVIDO COMO MUSICAL À MEDIDA QUE QUALQUER OUTRO PODE. DE UM PONTO DE VISTA METODOLÓGICO, CONSTRUO UMA PERSPECTIVA CARTOGRÁFICA INFORMADA PELO MÉTODO DIFERENCIAL DE DELEUZE E GUATTARI E DO MÉTODO DA IGUALDADE DE JACQUES RANCIÈRE. ESSA PERSPECTIVA OBJETIVA UMA ANÁLISE DAS LÓGICAS ABSTRATAS QUE OPERAM NA CRIAÇÃO MUSICAL DOS CASOS ANALISADOS, PARA ALÉM DA SUPERFÍCIE DAS MÚSICAS JÁ FORMADAS. A ANÁLISE DIVIDE-SE EM TRÊS CASOS DE IMPROVISAÇÃO. NO PRIMEIRO CASO, DISCUTO A LINGUAGEM MUSICAL DO GUITARRISTA E IMPROVISADOR DEREK BAILEY LIGANDO-A AO SEU CONCEITO DE IMPROVISAÇÃO NÃO-IDIOMÁTICA PARA INVESTIGAR A POSSIBILIDADE DE CRIAÇÃO DE UMA LINGUAGEM DO FORA. NO SEGUNDO CASO, DISCUTO O JOGO MUSICAL (GAME PIECE) COBRA DO IMPROVISADOR E COMPOSITOR AMERICANO JOHN ZORN A PARTIR DE PEÇAS, CONCEITOS E CENAS MUSICAIS QUE O INFLUENCIARAM. NESSE SEGUNDO CASO, INTERESSA DISCUTIR A CRIAÇÃO DE UMA CAPACIDADE COLETIVA DE AÇÃO E ENUNCIAÇÃO A PARTIR DE UMA MULTIPLICIDADE IRREDUTÍVEL DE LINGUAGENS. POR FIM, NO TERCEIRO CASO, DISCUTO, A PARTIR DE TRÊS PERFORMANCES DE IMPROVISAÇÃO DO GRUPO ITALIANO MUSICA ELETTRONICA VIVA, A HIPÓTESE LEVANTADA PELO GRUPO DE QUE TODOS OS SERES HUMANOS SÃO SERES MUSICAIS E A IMPROVISAÇÃO DEMONSTRA-O. NESSE TERCEIRO CASO, INTERESSA DISCUTIR A POSSIBILIDADE DE A POLÍTICA DA MÚSICA OPERAR UMA REDISTRIBUIÇÃO DAS CAPACIDADES E INCAPACIDADES HUMANAS ¿ MÚSICO E NÃO MÚSICO ¿ ATRAVÉS DA AFIRMAÇÃO DA UNIVOCIDADE DO SOM. CONCLUO DAS ANÁLISES QUE A CAPACIDADE DA MÚSICA AFETAR A POLÍTICA RESIDE NA POSSIBILIDADE DE CONVERTER UM PRINCÍPIO DE COMPOSIÇÃO DO ESPAÇO SONORO EM UM PRINCÍPIO DE REDISTRIBUIÇÃO DAS CAPACIDADES E NA POSSIBILIDADE DE AFIRMAR A CAPACIDADE DE QUALQUER.

    e o texto completo pode ser baixado em:

    https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/214397


  • A MUSICOTERAPIA EM CONTEXTOS SOCIAIS E COMUNITÁRIOS: DISSENSOS, SABERES E FAZERES NO ÂMBITO DA AMÉRICA LATINA

    A tese de Doutorado de autoria de Andressa Dias Arndt e orientada pela Professora Kátia Maheirie foi defendidada no ano de 2019 e tem o seguinte resumo:

    NESTA TESE INVESTIGAMOS OS FAZERES E SABERES DA MUSICOTERAPIA SOCIAL E COMUNITÁRIA NA AMÉRICA LATINA. UTILIZAMOS O TERMO MUSICOTERAPIA SOCIAL E COMUNITÁRIA COMO UMA SÍNTESE TOTALIZADORA ABERTA, QUE ABARCA AS FORMAS DE SE PENSAR-FAZER MUSICOTERAPIA QUE SE DISTANCIAM DE UMA FORMA CONVENCIONAL, OU SEJA, DE UMA INCLINAÇÃO AO TRABALHO INDIVIDUALIZANTE, FOCANDO EM UM SOFRIMENTO COMUMENTE MOTIVADO POR ALGUMA PATOLOGIA E/OU ORIENTADO POR PERSPECTIVAS BIOMÉDICAS. CONSTRUÍMOS AS INFORMAÇÕES POR MEIO DE UMA REVISÃO INTEGRATIVA DE LITERATURA, A REALIZAÇÃO DE CINQUENTA E NOVE ENTREVISTAS COM MUSICOTERAPEUTAS DA AMÉRICA LATINA E POR MEIO DE PESQUISAS NO COTIDIANO DE TRABALHO DE ALGUNS/MAS DESSES/AS MUSICOTERAPEUTAS. NOSSO PROCESSO DE CONSTRUÇÃO E ANÁLISE DE INFORMAÇÕES TOMOU COMO INSPIRAÇÃO O MÉTODO DA IGUALDADE, DE JACQUES RANCIÈRE. ESCOLHEMOS ORGANIZAR AS INFORMAÇÕES POR MEIO DE TRÊS ARTIGOS E UM BREVE CAPÍTULO FINAL. DE MODO GERAL, AO LONGO DE TODA ESTA TESE BUSCAMOS CONTRIBUIÇÕES PARA PENSAR ARTE, SUJEITO E COLETIVOS NAS OBRAS DE LEV VIGOTSKI E SEUS/SUAS INTERLOCUTORES/AS, BEM COMO NOS TRABALHOS DE JACQUES RANCIÈRE E SEUS/SUAS INTERLOCUTORES/AS. NO PRIMEIRO ARTIGO ANALISAMOS O CONCEITO DE SUJEITO E COLETIVO PRESENTE NAS PUBLICAÇÕES SELECIONADAS NA REVISÃO INTEGRATIVA DE LITERATURA E DISCORREMOS SOBRE AS AÇÕES COLETIVAS/ COMUNS EM ARTICULAÇÃO COM AS INTERFERÊNCIAS POSSÍVEIS DE SEREM ASSINALADAS NO CAMPO DO INSTITUÍDO. NO SEGUNDO ARTIGO ANALISAMOS AS INFORMAÇÕES ADVINDAS DAS ENTREVISTAS E DE NOSSAS PESQUISAS NO COTIDIANO DE TRABALHO. ESCOLHEMOS ABORDAR A QUESTÃO DOS FAZERES HORIZONTALIZADOS E PRÁTICAS NÃO CONVENCIONAIS NO CAMPO DA MUSICOTERAPIA SOCIAL E COMUNITÁRIA LATINO-AMERICANA. CONSIDERAMOS ESSAS PRÁTICAS COMO NOTAS DE DISSENSO PERANTE O CAMPO CONVENCIONAL DA MUSICOTERAPIA. NO TERCEIRO ARTIGO, A PARTIR DO DIÁLOGO ENTRE PERSPECTIVAS VIGOTSKIANAS E RANCERIANAS DISCORREMOS SOBRE A ARTE E OS PROCESSOS DE SUBJETIVAÇÃO POLÍTICA, EM ARTICULAÇÃO COM AS INFORMAÇÕES QUE PUDEMOS CONSTRUIR NESTA PESQUISA. NO CAPÍTULO FINAL, BUSCAMOS PROPOR UM BREVE TEXTO SINTETIZANDO DE FORMA ABERTA ALGUMAS DAS INFORMAÇÕES QUE TRATAMOS AO LONGO DOS ARTIGOS E APONTANDO ALGUNS POSSÍVEIS PARA O CAMPO DE SABER E PRÁTICA DA MUSICOTERAPIA SOCIAL E COMUNITÁRIA. POR FIM, DEFENDEMOS A TESE DE QUE ESSES SABERES E FAZERES QUE PUDEMOS CRIAR E CONHECER NESTA PESQUISA, CONTRIBUEM PARA A CRIAÇÃO DE CENAS DE DISSENSO PERANTE O CAMPO CONVENCIONALMENTE POSTO DA MUSICOTERAPIA E, ASSIM, ABREM A NOVOS POSSÍVEIS PARA ESTE CAMPO DO FAZER.

    e o texto completo pode ser baixado em:

    https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=8175521


  • COLETIVO SARAU DO BINHO:INSURGÊNCIA (PO)ÉTICA NAS TRAMAS AFETIVAS DO TERRITÓRIO

    A tese de Doutorado de autoria de Tatiana Minchoni e orientada pela Professora Kátia Maheirie foi defendidada no ano de 2019 e tem o seguinte resumo:

    NO INÍCIO DA DÉCADA DE 2000, A CENA DE SARAUS ECLODIU NAS PERIFERIAS PAULISTANAS. ESTES SÃO ENCONTROS PARA A LIVRE EXPRESSÃO HUMANA POR MEIO DAS ARTES (POESIA, TEATRO, MÚSICA, DANÇA, AUDIOVISUAL), CRIADOS POR PESSOAS DO TERRITÓRIO E QUE ACONTECEM PERIODICAMENTE EM ESPAÇOS PÚBLICOS. O SARAU DO BINHO, ATUANTE NA ZONA SUL DE SÃO PAULO, FOI UM DOS PRECURSORES DESSA CENA E SEU HISTÓRICO DE AÇÕES VIABILIZOU TRANSFORMAÇÕES EM SUJEITOS/COLETIVOS/TERRITÓRIOS. ESTE FOI ESCOLHIDO COMO FOCO DA PESQUISA, PARA O QUAL OLHAMOS DESDE OS REFERENCIAIS DE ESPINOSA, VIGOTSKI E MARX, COM O OBJETIVO DE COMPREENDER A POTÊNCIA DOS ENCONTROS DO SARAU DO BINHO NA PERIFERIA E, ESPECIFICAMENTE: DESCREVER AS CONDIÇÕES E POSSIBILIDADES PARA A CRIAÇÃO DO SARAU DO BINHO; IDENTIFICAR OS AFETOS DA EXPERIÊNCIA DAS PESSOAS COM ESTE SARAU; E INVESTIGAR SEUS EFEITOS NOS SUJEITOS E COLETIVOS NO TERRITÓRIO. PARA TAL, FOI REALIZADA A IMERSÃO NAS ATIVIDADES DO COLETIVO SARAU DO BINHO, POR MEIO DA PARTICIPAÇÃO OBSERVANTE E REGISTROS EM DIÁRIOS DE CAMPO. TAMBÉM FORAM REALIZADAS 04 ENTREVISTAS INDIVIDUAIS COM COMPONENTES DO COLETIVO E UMA ENTREVISTA COLETIVA COM 06 PESSOAS DO PROJETO “DO CAMPO LIMPO AO SINTÉTICO: POESIA SEM MISÉRIA”, ALÉM DE CONVERSAS INFORMAIS. AINDA, FORAM UTILIZADOS DISCURSOS PRODUZIDOS NO CONTEXTO DA FEIRA LITERÁRIA DA ZONA SUL (FELIZS) E EM DOCUMENTÁRIOS SOBRE SARAUS. O CONJUNTO DE INFORMAÇÕES FOI ORGANIZADO EM EIXOS DE ANÁLISE: SARAU; RELAÇÃO COM AS ARTES; PRODUÇÃO COLETIVA/COMUM; TRANSFORMAÇÕES/DESDOBRAMENTOS; TERRITÓRIO/PERIFERIA. DESTES FOI CONSTRUÍDA UMA NARRATIVA POR MEIO DO EXERCÍCIO DA POÉTICA DO CONHECIMENTO, NA QUAL AS PRODUÇÕES DISCURSIVAS DAS PESSOAS DOS SARAUS, POESIAS, MÚSICAS, FOTOGRAFIAS, MAPAS E REFERENCIAIS TEÓRICOS SÃO ARTICULADOS HORIZONTALMENTE, SEM ESTABELECER HIERARQUIAS ENTRE AS DISTINTAS FORMAS DE PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO. A NARRATIVA ESTÁ DIVIDIDA EM QUATRO PARTES, COMPOSTAS DE DIVERSAS CENAS ENTRELAÇADAS, NAS QUAIS EXPOMOS OS RESULTADOS DA PESQUISA. EM SÍNTESE, AFIRMAMOS QUE O SARAU DO BINHO É UM ESPAÇO-TEMPO COLETIVO DE ENCONTROS QUE GERA AFETOS DE ALEGRIA E AUMENTA A POTÊNCIA DE AÇÃO, ALÉM DE PROPICIAR EXPERIÊNCIAS ESTÉTICAS QUE PROVOCAM ABERTURAS DAS POSSIBILIDADES DE SER/EXISTIR/AGIR NO MUNDO PARA ALÉM DO QUE ESTÁ IMEDIATAMENTE POSTO AO DESPERTAREM A IMAGINAÇÃO E A CRIAÇÃO. NESTE SARAU SE EXERCITA UMA TEMPORALIDADE CONTRA-HEGEMÔNICA À ACELERAÇÃO DO CAPITALISMO, INSCREVEM EXPERIÊNCIAS COLETIVAS NAS TRAMAS AFETIVAS DO TERRITÓRIO AO SE APROPRIAREM DE FORMA SUBVERSIVA DO ESPAÇO, ALÉM DE EXERCEREM O DIREITO À CIDADE, CONTRAPONDO-SE ÀS FORÇAS INDIVIDUALIZANTES DO NEOLIBERALISMO. FINALMENTE, AFIRMAMOS QUE O SARAU DO BINHO É UM ESPAÇO-TEMPO PARA A EXPERIMENTAÇÃO DA ÉTICA, NO QUAL OS ENCONTROS COM AS PESSOAS E COM AS ARTES PROPICIAM A COMPREENSÃO DOS AFETOS E A PERCEPÇÃO DO QUE NOS É ÚTIL, DE QUE AO NOS UNIRMOS UMAS ÀS OUTRAS PODEMOS AUMENTAR A POTÊNCIA DE AÇÃO COMUM DE FORMA A CRIAR CAMINHOS COLETIVOS PARA A LIBERDADE.

    e o texto completo pode ser baixado em:

    https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/219301