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MOVIMENTO NACIONAL DE POPULAÇÃO DE RUA: A COMPLEXA LUTA POR DIREITOS
Publicado em 15/03/2022 às 10:06Artigo publicado por Aline Amaral Sicari e Andréa Zanella na revista Psicologia em Revista tem o seguinte resumo:
A pesquisa objetivou investigar as tensões e paradoxos que caracterizam a luta do Movimento Nacional de População de Rua (MNPR). Foi foco da pesquisa uma unidade do movimento, de uma cidade de médio porte do Sul do Brasil. O material analisado foi produzido com base na participação em reuniões do MNPR e em conversas formais e informais com 25 pessoas em
situação de rua e, ou, trajetória de rua. A análise dialógica do discurso foi a escolha metodológica para a pesquisa. Foram identificados cinco paradoxos: 1) a condição de incômodo e, ao mesmo tempo, de reconhecimento da importância do lugar ocupado pela liderança do movimento; 2) a tensão entre estar nas ruas e estar nos espaços institucionalizados de luta; 3) a contradição entre projetos de vida singulares e a necessidade de luta por mudanças para todos, todas; 4) a tensão visibilidade e invisibilidade das pessoas em situação de rua; 5) a contradição entre viver nas ruas e poder/querer sair dessa condição, com o risco de não ser mais reconhecido(a) pelos pares e participar de sua luta. Apesar dos paradoxos, a pesquisa destaca a importância do MNPR na luta por direitos sociais, políticos e humanos em favor da população em situação de rua.O texto completo do artigo pode ser acessado no site da revista: http://periodicos.pucminas.br/index.php/psicologiaemrevista/article/view/23422
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Arte, Corpo, Cidade: Sobre Elefantes e Pessoas em Situação de Rua
Publicado em 15/03/2022 às 10:02Artigo publicado por Natália Alves dos Santos e Andréa Zanella na revista Psicologia: Ciência e Profissão tem o seguinte resumo:
O desafio de traduzir e analisar uma experiência estética, vivenciada na condição de espectadora da peça Protocolo Elefante, motiva a escrita deste artigo. O espetáculo integra o projeto homônimo do grupo de dança contemporânea Cena 11, que se dedica a pesquisar o modo de controle do corpo, partindo da noção de um corpo que é, ao mesmo tempo, singular e coletivo. Com a figura do elefante, protagonista do espetáculo, objetivamos discutir a condição de pessoas em situação de rua e algumas das tensões que emergem do encontro de seus corpos com o corpo da cidade. Concluímos, por meio dessa experiência estética, que Protocolo Elefante explicitou violências protocolares que aviltam a vida de maneiras variadas, como vemos acontecer cotidianamente com pessoas em situação de rua nas cidades.
O texto completo do artigo pode ser acessado no site da revista: https://www.scielo.br/j/pcp/a/zX4XdvVcg89XQkfmvYfdDJH/
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ESCRITA CRIATIVA E AUTORAL ENTRE UNIVERSITÁRIOS/AS: RELAÇÕES ESTÉTICAS E BIVOCALIDADE
Publicado em 15/03/2022 às 09:58Artigo publicado por Graziele Aline Zonta e Andréa Zanella na Psicologia Escolar e Educacional tem o seguinte resumo:
Este estudo analisa os processos de criação e autoria nas práticas acadêmicas de estudantes de graduação. Delineado no formato de pesquisa-intervenção, o estudo foi desenvolvido a partir de oficinas de leitura e escrita realizadas com estudantes de duas universidades federais brasileiras. As falas e textos produzidos pelos/as estudantes foram analisados discursivamente a partir de fundamentos de Bakhtin e de Vygotski e revelaram que o exercício de apropriação de novos modos de escrita é significado como um risco pelos/as discentes, que produzem seus textos responsivamente às práticas avaliativas. Indicam também que eles/as parecem desconhecer a dimensão criativa de suas produções, limitando a criação acadêmica à repetição de conceitos, restrições de formato e citações. Por outro lado, a escrita ganha traços de autoria e criação quando o conteúdo estudado é articulado às suas experiências e contextos sociais.
O texto completo do artigo pode ser acessado no site da revista: https://www.scielo.br/j/pee/a/DfRZcGPn9F5RQYDqTcVn7BP/
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Disciplina eletiva Brasil-México – Tópicos especiais em Psicologia Social e Cultura: Cultura, fazeres e subjetividade
Publicado em 22/02/2022 às 02:27Para os alunos do PPGP basta acessar o CAPG Online e solicitar a matrícula.
Os Calouros do PPGP de 2022 farão o cadastro na disciplina após a efetivação da matrícula, conforme prevê o calendário e cursarão a disciplina do forma assíncrona.
Os alunos da UFSC de outros PPGs já estão previamente autorizados a cursar a disciplina. Não é preciso mandar e-mail para o ppgp@contatato.ufsc.br. Basta solicitar a matrícula diretamente à secretaria do seu PPG de origem. Caso solicitem a autorização encaminhem essa publicação.
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Interlocuções Sócio Culturais – Zacatecas/MéxicoFlorianópolis/Brasil 3
Publicado em 01/12/2021 às 14:17A terceira sessão deste evento que busca aproximar os professores e pesquisadores do PPGP-UFSC com os professores e pesquisadores de Zacatecas no México acontecerá no dia 14/12/2021 com o horário de:
11 horas México; 14 horas Brasil
Coordenação: Andréa Vieira Zanella
Rigoberto Martínez – Crítica del poder e ideología.
André Luiz Strappazzon – “Artes na Queimada”, filosofia da imanência e o sistema servidão/liberdade
Norma Ávila Báez – Cultura política y políticas educativas
Jorge Ignacio Ibarra Ibarra – Crítica al capitalismo mundial integrado y ecosofía.
Parceria Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Universidad Autónoma de Zacatecas (UAZ) – Mexico
Link para acesso ao evento:
https://us02web.zoom.us/j/89029556442?pwd=bXY4MUkxQUFYZmFjSStoRHdhdnVkQT09ID de reunión: 890 2955 6442
Código de acceso: 279857 -
Graffiti e Pichação: Relaçõs estéticas e intervenções urbanas
Publicado em 30/11/2021 às 13:54Artigo publicado por Janaína R. Furtado e Andréa Zanella na Revista Visualidades tem o seguinte resumo:
Graffiti e pichação são intervenções urbanas contemporâneas que implicam discursos divergentes acerca destas manifestações. Objetivou-se, a partir de entrevistas com seis grafiteiros, debater os discursos produzidos acerca da diferença entre graffiti e pichação, buscando refletir sobre as relações entre arte, estética, intervenção e constituição dos sujeitos em contextos urbanos. Observou-se que os discursos dos grafiteiros ressaltam as diferenças estéticas existentes entre as atividades. Ambas as atividades permitem que os sujeitos apreendam outras possibilidades de habitar e se expressar na cidade, impondo-lhes outras regras, outra ética e outra ordem simbólica.
O texto completo do artigo pode ser acessado no site da revista: https://www.revistas.ufg.br/VISUAL/article/view/18123
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Graffiti e cidade: sentidos da intervenção urbana e o processo de constituição dos sujeitos
Publicado em 30/11/2021 às 13:51Artigo publicado por Janaina Rocha Furtado e Andréa Vieira Zanella na Revista Mal-Estar e Subjetividade tem o seguinte resumo:
O graffiti se apresenta como forma de intervenção urbana e expressão estética recorrente em cidades do mundo inteiro. Objetivou-se, a partir de entrevistas com seis grafiteiros da cidade de Florianópolis, investigar os sentidos atribuídos ao graffiti e os percursos de vida que os levaram à atividade do graffiti urbano. Para análise das entrevistas, utilizou-se análise de discurso com referencial teórico de Bakhtin e Vigotski. Foi possível constatar que, da pichação-diversão na juventude em que vislumbravam maneiras outras de viver no urbano, os jovens aproximaram-se do graffiti. Graffiti para eles é lazer e meio pelo qual se comunicam com a cidade e com seus transeuntes; buscam reconhecimento social e protestam contra as condições de vida da população com uma atividade reconhecida, por muitos deles, como arte. Foi possível observar que graffitar para eles é permeado por sentidos que se diferenciam dos já conhecidos, denotando pessoas que se relacionam com o mundo significativamente, constituindo-se sujeitos possíveis no urbano por meio desses sentidos muitas vezes revisitados. Sentidos construídos pela e nas suas histórias particulares.
O texto completo do artigo pode ser acessado no site da revista: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1518-61482009000400010
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Jovens, imagens de si e a cidade: discursos em movimento
Publicado em 30/11/2021 às 13:49Artigo publicado por Déborah Levitan, Janaína Rocha Furtado e Andréa Vieira Zanella na Revista Brasileira de Crescimento e Desenvolvimento Humano tem o seguinte resumo:
A polifonia da cidade, na emergência dos ritmos e sentidos urbanos, as juventudes apresentam-se como vozes ativas que fazem falar ao urbano sobre suas necessidades e desejos. Compreender as relações existentes entre juventude e cidade, bem como os sentidos que permeiam este momento da vida para algumas jovens foi o objetivo deste trabalho. Realizou-se entrevistas com cinco jovens, de onze a quatorze anos, residentes em um bairro popular de Florianópolis/SC e seus discursos foram analisados a partir das contribuições de Bakhtin (1990) e Vygotski (2000). A leitura do material transcrito permitiu organizar as informações em unidades temáticas de análise, intituladas: Criança, jovem, adolescente? Não sei! Imagens de si; Vozes entrelaçadas: silêncios e gritos na juventude, e Jovens meninas: histórias e percursos num bairro popular de Florianópolis. Os resultados permitem compreender a trama intrincada das relações e vozes sociais que participam no processo de constituição da imagem de si das jovens investigadas e o modo como vão se apropriando das falas de muitos outros, o que se objetiva em seus discursos. Constatou-se, nesse sentido, que os discursos, de modo geral, revelam as múltiplas vozes, audíveis e inaudíveis, que constituem as condições singulares/coletivas das jovens entrevistadas e que são (re)produzidas nos espaços onde vivem, sendo a Associação de Moradores um dos lugares mais significativos para sua constituição como sujeitos.
O texto completo do artigo pode ser acessado no site da revista: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-12822009000200009
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Quatro jovens, um projeto social: espaços de (des)encontros
Publicado em 30/11/2021 às 13:46Artigo publicado por Lílian Caroline Urnau e Andréa Zanella na Revista Arquivos Brasileiros de Psicologia tem o seguinte resumo:
Considerando o cenário contemporâneo de implementação de políticas públicas para o público juvenil, este artigo busca refletir sobre os sentidos dessas políticas para a vida de jovens participantes de projetos sociais, assim como sobre os espaços oferecidos a esses jovens e por eles ocupados nesses contextos. Essas questões emergiram a partir de uma pesquisa sobre os sentidos da mediação artística para jovens egressos de um projeto social da prefeitura de Florianópolis/SC centrado no trabalho com arte. Foram utilizados na coleta de informações os seguintes procedimentos: observações da rotina e atividades do projeto, entrevistas com profissionais da instituição, pesquisa documental e entrevistas com quatro jovens egressos do projeto. A análise das informações apontou a importância atribuída pelos jovens à participação neste e em outros projetos sociais, fundamentalmente pelo acesso a possibilidades educativas, culturais e de lazer, que não lhes são oferecidas em outros locais. Porém, destacou-se a precariedade de condições existentes para a realização das atividades diárias e o predomínio de práticas assistencialistas e tutelares, que não incluem jovens no processo de planejamento das ações
O texto completo do artigo pode ser acessado no site da revista: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S1809-52672009000100009&lng=pt&nrm=iso
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A sociedade da imagem e a imagem da sociedade: discursos visuais produzidos por jovens em contexto escolar
Publicado em 30/11/2021 às 13:41Artigo publicado por Marcelo Grimm Cabral, Francyne Werner e Andrea Vieira Zanella na Revista Revista Electrónica de Investigación y Docencia tem o seguinte resumo:
Neste artigo são analisadas as produções imagéticas elaboradas por jovens de uma escola pública municipal sobre as categorias: eu, a escola, a turma, a sociedade. Consideradas como discurso visual, as imagens foram analisadas com os referenciais vygotskiano e bakhtiniano. Como resultados constatou-se que as produçõesrefletem e refratam indicativos de violência, miséria e desigualdade social, expressas por elementos tais como armas, pessoas em situação de miséria e morte, relacionando-os a
dinheiro e construções arquitetônicas luxuosas. Evidenciou-se a importância da linguagem imagética como mediadora na prática psicológica e no conhecimento dos sentidos atribuídos pelos jovens à
sociedade em geral e seu entorno, bem como para a compreensão dos lugares sociais em que os discursos visuais são (re)produzidos. Afirma-se a importância de se constituir, em contextos escolares, espaços junto aos jovens para a problematização de situações cotidianas, bem como a promoção de políticas públicas atentas às diversas juventudes.O texto completo do artigo pode ser acessado no site da revista: https://revistaselectronicas.ujaen.es/index.php/reid/article/view/1022