Psicologia nos CRAS: uma análise do dissenso e dos processos de coletivização.

15/03/2022 10:29

Artigo publicado por Kátia Maheirie, Paulo Ricardo de Araújo Miranda, Bader Burihan Sawaia e Lupicinio Iñiguez-Rueda na revista Psicologia e Sociedade tem o seguinte resumo:

Este estudo analisa os processos de criação e autoria nas práticas acadêmicas de estudantes de graduação. Delineado no formato de pesquisa-intervenção, o estudo foi desenvolvido a partir de oficinas de leitura e escrita realizadas com estudantes de duas universidades federais brasileiras. As falas e textos produzidos pelos/as estudantes foram analisados discursivamente a partir de fundamentos de Bakhtin e de Vygotski e revelaram que o exercício de apropriação de novos modos de escrita é significado como um risco pelos/as discentes, que produzem seus textos responsivamente às práticas avaliativas. Indicam também que eles/as parecem desconhecer a dimensão criativa de suas produções, limitando a criação acadêmica à repetição de conceitos, restrições de formato e citações. Por outro lado, a escrita ganha traços de autoria e criação quando o conteúdo estudado é articulado às suas experiências e contextos sociais.

O texto completo do artigo pode ser acessado no site da revista: https://www.scielo.br/j/pee/a/DfRZcGPn9F5RQYDqTcVn7BP/

Tags: Bader Burihan SawaiaCRASexperiências coletivasKátia MaheirieLupicínio Iñiguez RuedaPaulo Ricardo de Araújo Mirandaprocessos democráticospsicologia

CRAS e território: relato de experiência em um Centro de Convivência e Fortalecimento de Vínculos

15/09/2021 18:34

Artigo publicado por Marina Lemos Carcereri Mano, Laura Cardoni Ruffier, Graziele Aline Zonta e Andrea Vieira Zanella na Revista de Psicologia da UFC tem o seguinte resumo:

O presente trabalho tem por objetivo relatar a experiência de estágio de alunas de um curso de graduação em Psicologia em um Centro de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (CCFV). Foram realizados grupos com crianças com o objetivo de trabalhar questões relativas às suas vivências cotidianas e as emoções dali advindas. Em todas as intervenções utilizou-se como mediadores do processo grupal materiais artísticos e lúdicos, incluindo desenho, sucata, contação de histórias e brincadeiras diversas. Observou-se que os temas mais frequentemente expressos pelas crianças, através de suas falas e de suas produções artísticas, relacionavam-se ao vínculo com a mãe e familiares, perdas e conflitos e aqueles marcados por diferenciações de gênero. Além de relevante por possibilitar ao grupo de crianças o (re)criar e o (re)pensar de sentimentos, ações, relações e vivências, a experiência de estagiar em um CCFV evidenciou inúmeras dificuldades e desafios, como a rotatividade dos funcionários e a precariedade do serviço e do vínculo com o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS).

O texto completo do artigo pode ser acessado no site da revista: http://www.periodicos.ufc.br/psicologiaufc/article/view/31551

Tags: Andrea Vieira Zanellaassistência socialCRASCriançasEstágioGraziele Aline ZontagruposLaura Cardoni RuffierMarina Lemos Carcereri Manopsicologia social

Tensões no campo do político e da prática profissional da assistência social

14/05/2021 13:00

O artigo publicado por Katia Maheire; Marcela de Andrade Gomes; Tatiana Minchoni; Felipe Augusto Leques Tonial; Marcelo Felipe Bruniere e Ana Paula Silva Hining tem o seguinte resumo:

Este artigo aponta desafios e possibilidades que se apresentam no cotidiano de trabalhadoras de CRAS. Baseando-nos em Jacques Rancière, analisamos as tensões no campo e seus desdobramentos em práticas profissionais. Para tanto, 42 trabalhadoras/es responderam um questionário e participaram de entrevistas coletivas. Para proceder a análise, elaboramos aqui duas categorias: as relações do CRAS/equipe com a gestão e a PNAS; e as condições, rotinas e práticas de trabalho. Os resultados indicam uma tensão entre modelos de atenção, uma assistencialista caritativa, voltada à lógica do Estado mínimo, e outra preconizada pela Constituição de 88, bem como duas lógicas de atuação, uma voltada às ações coletivas e à família, e outra à individualização e judicialização da vida. Mas, indicam, ao mesmo tempo, um exercício de reinvenção das equipes, pautado por processos de desnaturalização e desidentificação, bem como pela construção de estratégias para coletivizar demandas e construir redes intersetoriais.

O texto completo do artigo pode ser acessado no site da revista: link do artigo

Tags: Ana Paula Silva Hiningassistência socialCRASFelipe Augusto Leques TonialKátia MaheirieMarcela De Andrade GomesMarcelo Felipe Brunierepolíticapolíticoterritório

NÓS, O CRAS E, A COMUNIDADE: A EXPERIÊNCIA DE UM GRUPO DE CONVIVÊNCIA DE MULHERES EM UM CRAS DA REGIÃO METROPOLITANA DE FLORIANÓPOLIS

13/05/2021 13:01

A dissertação de Mestrado de autoria de Deise Lucia Antunes Lopes e orientada pela Professora Kátia Maheirie foi defendidada no ano de 2019 e tem o seguinte resumo:

A POLÍTICA NACIONAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL CRIADA NO ANO DE 2004 É UM DOS IMPORTANTES MARCOS LEGAIS PARA A IMPLANTAÇÃO DE UM SISTEMA DE PROTEÇÃO SOCIAL PARA OS CIDADÃOS BRASILEIROS. POR MEIO DO SISTEMA ÚNICO DE ASSISTÊNCIA SOCIAL – SUAS, UMA SÉRIE DE SERVIÇOS TIPIFICADOS PERMITIRAM O ATENDIMENTO EM DOIS NÍVEIS DE PROTEÇÃO: PROTEÇÃO SOCIAL BÁSICA – PSB E PROTEÇÃO SOCIAL ESPECIAL – PSE. DENTRE OS SERVIÇOS PREVISTOS NA PROTEÇÃO SOCIAL BÁSICA, O CENTRO DE REFERÊNCIA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL – CRAS, CARACTERIZA-SE COMO ¿PORTA DE ENTRADA¿ PROMOVENDO O ACESSO DA POPULAÇÃO À POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL. ESTA DISSERTAÇÃO, PORTANTO, TEM POR OBJETIVO APRESENTAR A EXPERIÊNCIA DE UMA PESQUISA-INTERVENÇÃO REALIZADA EM UM CRAS DA REGIÃO METROPOLITANA DE FLORIANÓPOLIS. TAL PESQUISA FOI REALIZADA COM UM GRUPO DE MULHERES QUE, DESDE 2017 FOI SE CONSOLIDANDO COMO UM GRUPO ORGANIZADO, O QUAL BUSCA A MANUTENÇÃO DE SUAS ATIVIDADES POR MEIO DA AÇÃO CONJUNTA DE TODAS AS PARTICIPANTES. O ARTESANATO, MEDIADOR DOS ENCONTROS DESDE O INÍCIO, PROMOVEU O ENCONTRO DESTAS MULHERES COM OUTRAS MULHERES DO TERRITÓRIO E COM O CRAS. ASSIM, ESTE ESTUDO SE DESDOBROU EM COMPREENDER COMO SE CONSTITUIU ESTE GRUPO E COMO FOI POSSÍVEL A SUA MANUTENÇÃO ATÉ OS DIAS ATUAIS. CONSIDERANDO A ESCASSEZ DE RECURSOS ENVIADOS PELA PREFEITURA, A MANUTENÇÃO DOS INSUMOS PARA AS ATIVIDADES ADVÉM DA VENDA DA SUA PRODUÇÃO COLETIVA. RESSALTO QUE, EM SUA CONSTITUIÇÃO, ESTA ATIVIDADE VISA PROMOVER O FORTALECIMENTO DE VÍNCULOS FAMILIARES E COMUNITÁRIOS PREVISTOS PELA POLÍTICA E, PARA ALÉM DAS ATIVIDADES DE ARTESANATO, BUSCA A ARTICULAÇÃO E A NEGOCIAÇÃO DE TEMAS DE INTERESSE DA EQUIPE PAIF E DAS MULHERES, VISTO QUE AS RODAS DE CONVERSA SÃO UMA PRÁTICA UTILIZADA COM ESTE GRUPO. QUANTO À MATRIZ TEÓRICA UTILIZADA NA PESQUISA-INTERVENÇÃO E NO DESENVOLVIMENTO DESTA ESCRITA, A TEORIA DE GRUPOS DE JEAN PAUL SARTRE FUNDAMENTOU O CAMINHO PERCORRIDO. OS RESULTADOS DESTA INTERVENÇÃO RESULTARAM EM DOIS ARTIGOS: (1) A INTELIGIBILIDADE DE UM GRUPO EM MOVIMENTO, APRESENTANDO OS RESULTADOS DE UMA RODA DE CONVERSA, NO QUAL FOI UTILIZADO O MÉTODO DA ENTREVISTA COLETIVA E, (2) ENCONTRO DE MULHERES EM UM CRAS: UMA EXPERIÊNCIA NA CONSTRUÇÃO GRUPAL, NO QUAL FOI UTILIZADO O DIÁRIO DE CAMPO COMO INSTRUMENTO PARA AS DISCUSSÕES PROPOSTAS. POR FIM, COMPREENDE-SE QUE A ATIVIDADE GRUPAL EXISTENTE SE CONSTITUIU COMO UM IMPORTANTE ESPAÇO DE ENCONTRO ENTRE AS MULHERES DO TERRITÓRIO, BEM COMO FOI CAPAZ DE GERAR INÚMERAS POSSIBILIDADES, VISTO O SEU CARÁTER DIALÉTICO NA DIREÇÃO DA CONSTRUÇÃO GRUPAL.

e o texto completo pode ser baixado em:

https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=7872462

Tags: construção coletivaCRASDeise Lucia Antunes Lopesgrupospolítica de assistência social

“MAS, NÓS VAMOS COMPOR?” RODA DE MÚSICA COMO EXPERIÊNCIA COLETIVA EM UM CRAS DA REGIÃO METROPOLITANA DE CURITIBA

13/05/2021 11:54

A dissertação de Mestrado de autoria de Andressa Dias Arndt e orientada pela Professora Kátia Maheirie foi defendidada no ano de 2015 e tem o seguinte resumo:

ESTA DISSERTAÇÃO APRESENTA REFLEXÕES E ANÁLISES DE UMA EXPERIÊNCIA MUSICAL COLETIVA, NOMEADA RODA DE MÚSICA, REALIZADA NO CONTEXTO DE UM CENTRO DE REFERÊNCIA DA ASSISTÊNCIA SOCIAL – CRAS, SITUADO NA REGIÃO METROPOLITANA DE CURITIBA. A PESQUISA TEVE CARÁTER PARTICIPATIVO E COMUNITÁRIO E SE CONFIGUROU COMO UM TIPO DE PESQUISA-INTERVENÇÃO. OS TEMAS AQUI DESENVOLVIDOS NASCEM DE INQUIETAÇÕES EM TORNO DOS ESPAÇOS CRIADOS PARA O FAZER MUSICAL DENTRO DO CONTEXTO DA PROTEÇÃO SOCIAL BÁSICA. POR MEIO DE UMA RELAÇÃO DIALÓGICA ENTRE A PSICOLOGIA SÓCIO-HISTÓRIA E A MUSICOTERAPIA DE BASE SOCIAL E COMUNITÁRIA, BUSCOU-SE ESTABELECER CONSTRUÇÕES TEÓRICAS QUE CONTRIBUAM PARA A COMPREENSÃO DO FAZER MUSICAL QUANDO EM PROCESSOS COMUNITÁRIOS. DE IGUAL MODO, A DESCRIÇÃO E A ANÁLISE DA EXPERIÊNCIA DA RODA DE MÚSICA, PRETENDEU ABRIR QUESTÕES EM TORNO DO TIPO DE ATUAÇÃO DOS PROFISSIONAIS EM CONTEXTO SOCIOASSISTENCIAL. ESTE TRABALHO APRESENTA A MÚSICA COMO MEDIADORA DE ENCONTROS QUE PODEM EXPANDIR AS POSSIBILIDADES DE SER, SENTIR, AGIR

e o texto completo pode ser baixado em:

https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=2567884

Tags: Andressa Dias ArndtCRASmusicoterapia social e comunitáriapsicologia sócio-históricaroda de música

A música como mediadora de encontros coletivos em um CRAS

04/05/2021 18:54

Artigo publicado por Andressa Dias Arndt e Kátia Maheirie tem o seguinte resumo:

Apresentamos neste trabalho reflexões e análises advindas de uma pesquisa-intervenção do tipo qualitativa e de caráter comunitário em que se aliam psicologia social de base sócio-histórica e musicoterapia social comunitária. O artigo trata da música como mediadora de encontros em um Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) situado na região metropolitana de Curitiba. A música como mediadora de encontros pôde constituir um tipo de experiência coletiva, criativa, afetiva, polissêmica e polifônica. A música é compreendida como processo e produto humano, possibilitando abertura de espaços para criação e fortalecimento de laços sociais. Os resultados apontam, nesta experiência, um aumento da potência de existir dos participantes e a criação de um processo coletivo na construção de um NÓS, inaugurando modos de agir, pensar e sentir.

O texto completo do artigo pode ser acessado no site da revista: link

Tags: Andressa Dias ArndtcoletivoCRASKátia Maheiriemúsica

Psicologia Social e CRAS: a experiência de uma Oficina de Fotografia como dispositivo ressignificador de sentidos

04/05/2021 18:43

Artigo publicado por Mariá Boeira Lodetti, Yasmin Sauer MachadoKátia Maheirie, Flora Lorena Branco Muller e Caio Cezar Nascimento tem o seguinte resumo:

Este trabalho compartilha a experiência de uma oficina realizada com jovens, em um Centro de Referência em Assistência Social (CRAS) da cidade de Florianópolis (Brasil), durante o ano de 2013. As oficinas tiveram como foco a linguagem fotográfica, a qual pôde fazer-se mediadora dos processos de significação e ressignificação dos sujeitos em relação ao território. As oficinas envolveram a apropriação de técnicas fotográficas e a discussão de questões ligadas à relação dos participantes com o território. As informações, examinadas por meio da análise de conteúdo, foram produzidas via observações registradas em diário de campo, material publicado em redes sociais e entrevistas com os sujeitos ao fim dos encontros da oficina. Os resultados apontam que a linguagem fotográfica se coloca como mediadora na criação de espaços de reflexão acerca de si e de seu contexto, estabelecendo relações capazes de aumentar suas potências de vida e de ampliação de perspectivas de futuro.

O texto completo do artigo pode ser acessado no site da revista: link

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Encontro de Mulheres no CRAS: Uma Experiência na Construção Grupal

02/05/2021 12:13

O artigo publicado por Katia Maheire, Ana Maria Justo e Deise Lucia Antunes Lopes tem o seguinte resumo:

Este estudo é resultado de uma pesquisa-intervenção realizada com um grupo de mulheres que participa de uma atividade regular em um CRAS da região metropolitana de Florianópolis – SC. O objetivo deste artigo é apresentar e discutir o diário de campo produzido entre junho de 2017 a dezembro de 2018. As informações foram sistematizadas com o auxílio do software IRAMUTEQ que permitiu a identificação das categorias de análise do estudo, por meio da Classificação Hierárquica Descendente (CHD), distinguindo quatro classes que foram objeto de discussão e analisadas a partir da dialética de grupos de J. P. Sartre. Os resultados apontaram que a experiência grupal permitiu o estabelecimento do “nós” e da importância do outro e do grupo como mediador no fortalecimento de vínculos familiares e comunitários. O grupo de mulheres foi, também, um espaço importante de acesso ao serviço, pois por meio dele puderam acessar seus direitos sociais.

O texto completo do artigo pode ser acessado no site da revista: link

 

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