NUPRA – Núcleo de Pesquisa em Práticas Sociais, Estética e Política – UFSC
  • BONS ENCONTROS: RELAÇÕES ÉTICAS E ESTÉTICAS NA CASA CHICO MENDES

    A dissertação de Mestrado de autoria de André Luiz Strappazzon e orientada pela Professora Kátia Maheirie foi defendidada no ano de 2011 e tem o seguinte resumo:

    Nesta pesquisa teve-se como objetivo descrever e analisar as relações que ocorrem entre os sujeitos no cotidiano da Casa Chico Mendes, uma organização não governamental sediada em comunidade de mesmo nome, na periferia de Florianópolis. O foco da pesquisa recaiu para uma abordagem específica dos “bons encontros” na Casa Chico Mendes, e em que medida estas relações atuam como mediadoras na constituição dos sujeitos envolvidos, engendrando processos de subjetivação e criação. A concepção metodológica se fundamentou numa relação dialógica entre pesquisador e os atores do contexto investigado; sendo que a produção de informações acorreu por meio de descrições em diário de campo, materiais produzidos no contexto de pesquisa e entrevistas. Como desdobramento das análises, a Casa Chico Mendes foi dividida em três perspectivas: a Instituição, abordada teoricamente a partir do conceito de micropolítica (GUATARRI; ROLNIK, 1999); a Casa dos Encontros, considerada como um lugar de calor, onde os principais conceitos discutidos foram o de ética, relação estética e heterotopias; e, finalmente, a Moradia, abordada em paralelo com as duas primeiras. As análises são encerradas com uma discussão que considera a Casa Chico Mendes sendo constituída a partir das histórias dos sujeitos e a forma como ali se colocam, e estes a partir da Casa, considerando uma relação dialógica entre sujeitos e as três perspectivas citadas, à luz dos conceitos de dobra (DOMÈNECH; TIRADO; GÓMEZ, 2001) e rizoma (DELEUZE; GUATARRI, 1996).

    e o texto completo pode ser baixado em:

    http://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/95439


  • As múltiplas cidades na cidade: as relações estéticas dos catadores de material reciclável com a polifonia urbana

    A tese de Doutorado de autoria de Daiani Barboza e orientada pela Professora Andréa Vieira Zanella foi defendidada no ano de 2012 e tem o seguinte resumo:

    Uma cidade é feita de sons, imagens, linguagens, arquiteturas, subjetividades, trajetos, contradições, (im)possibilidades. Considerando a polifonia que caracteriza os espaços urbanos, esta pesquisa de cunho etnográfico teve como escopo as relações dos catadores de material reciclável (CMR) com a/na cidade. Os objetivos foram: analisar as imagens da cidade produzidas pelos CMR; identificar os movimentos de resistência dos CMR; investigar em quais condições os CMR estabelecem relações estéticas com a cidade. A tese sustentada é de que os CMR, em suas andanças, estabelecem relações estéticas com/na cidade, resistem e afirmam cotidianamente seu lugar na tessitura urbana. Essa perspectiva estética, fundamentada nas contribuições de Bakhtin e seu círculo, é entendida como relação e tem como pressuposto o “acabamento” que o outro nos dá, posto que é nas relações com esses múltiplos “outros” que nos constituímos inevitavelmente. Participaram da pesquisa seis CMR que habitam três bairros de periferia de uma cidade de médio porte no sul de Santa Catarina – Brasil. Para a produção de informações, cada sujeito recebeu uma câmera fotográfica para registrar imagens das suas relações com a urbe. Em outro momento, em suas residências, foram realizadas conversas informais acerca das narrativas fotográficas por eles produzidas. Outro procedimento para produção de informações foi o caminhar com os CMR pelas vias em que costumam transitar ao realizar suas atividades de catação. As informações coletadas foram registradas por meio de videografia e anotações em diário de campo. Foi realizada análise de discurso das narrativas fotográficas e das andanças pela cidade a partir das contribuições de Vigotski, Bakhtin e autores contemporâneos que trabalham com o referencial desses autores. A pesquisa possibilitou evidenciar as lutas cotidianas dos CMR, as dificuldades que enfrentam, como resistem e criam estratégias de sobrevivência, o modo como habitam a cidade e como esta os constitui. As imagens que produziram falam de suas trajetórias na cidade, do trabalho de catação, do lugar de moradia, de suas condições de vida; falam também de suas relações afetivas, bem como sobre o percurso dos resíduos urbanos que coletam e como os significam. Cada objeto que encontram é destinado à reciclagem, reutilizado ou descartado a partir das relações estéticas estabelecidas com eles. Entre as principais dificuldades que encontram no cotidiano citadino estão: trabalho insalubre e a condição de informalidade, trabalho individual, problemas com a saúde, conflitos e dificuldades no trânsito. Os CMR vivem dos restos da sociedade de consumo, trabalham sob a ótica da sustentabilidade e cumprem um importante papel social em prol da defesa do meio ambiente, porém não são reconhecidos pelo trabalho que fazem. Em virtude dessa condição, a pesquisa permitiu afirmar que, no cenário urbano, compete às políticas públicas na área ambiental, social e de saúde levar em conta o modo como os CMR habitam a cidade para contribuírem com a potencialização da sua cidadania em suas múltiplas facetas. Fundamental, para tanto, é o reconhecimento de que tais políticas públicas precisam ser pensadas em inesgotável diálogo com esses sujeitos, considerando as características das relações que estabelecem com as cidades evidenciadas nesta pesquisa.

    e o texto completo pode ser baixado em: http://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/96214


  • As aventuras de pinoquio e as (des)venturas do processo de constituição do (a) leitor(a)

    A dissertação de Mestrado de autoria de Ivanir Maciel Ortiz e orientada pela Professora Andréa Vieira Zanella foi defendidada no ano de 2008 e tem o seguinte resumo:

    A literatura é objetivação artística e como tal sujeitos podem, com a mediação de textos literários, estabelecer relações estéticas com o lido e, dai com o vivido. O objetivo desse trabalho foi o de refletir sobre as (des) venturas do processo de constituição do (a) leitor(a), tendo como foco a analise de uma experiência vivida por alunos em fase incial do processo de escolarização e a professora alfabetizadora. Os dados foram analisados por meio de pesquisa documental e entrevista com grupo focal. Os resultados demonstram que o texto literário possbilitou a leitura do entorno social, pois o mesmo estava voltado para a vida. Outra descoberta foi que, a leitura da palavra, a leitura da imagem e a leitura da realidade, entreteceram professora e alunos, fazendo emergir em seus enunciados, a boniteza da arte e da vida.

    e o texto completo pode ser baixado em: http://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/91264


  • APRENDENDO A SER CIRCENSE E AMPLIANDO AS POSSIBILIDADES DE “SER” APRENDIZ

    A tese de Doutorado de autoria de Eliane Regina Pereira e orientada pela Professora Kátia Maheirie foi defendidada no ano de 2011 e tem o seguinte resumo:

    O objetivo deste estudo foi investigar de que forma a arte circense, compreendida como atividade criadora e experiência estética, mediadas pela afetividade, aumenta a potência de ação do sujeito e amplia as possibilidades de “ser aprendiz”. Para realização da pesquisa, contatamos os quatro educadores do Circo Escola Beto Carrero e doze aprendizes. Por meio de entrevistas, observações e videogravação das aulas produzimos informações a respeito de como o sujeito define a atividade circense; como significa essa atividade em seu cotidiano; como se dá o processo de ensinar e aprender; e que relações são estabelecidas com a arte circense, com o público, com os colegas de circo e com a escola regular. A partir de uma orientação histórico-dialética, apresentamos os sujeitos da pesquisa e assinalamos as relações educadores-aprendizes como mediando à constituição dos sujeitos, os quais são compreendidos como inacabados e em constante devir. Discutimos como o acabamento provisório ofertado pelo contemplador transcende a personagem circense e alcança o sujeito-aprendiz, ampliando suas possibilidades de ser. Os resultados da pesquisa apontam que a atividade circense proporciona um aprender que se faz mediado pelo corpo, pois é com o corpo que o sujeito experimenta o encontro com o outro e tem aumentada sua potência de agir, sua possibilidade de se fazer um sujeito que aprende. É possível ainda hipotetizar que a arte pode ampliar as possibilidades de aprender em contextos formais de educação, já que a linguagem artística pode produzir uma nova forma de reflexão, gerando uma racionalidade outra que possibilita outros processos psicológicos complexos mediados pelo afeto. Por meio da apropriação da arte circense se processou uma nova forma de sentir e assim, necessariamente, uma nova forma de pensar e agir. Concluímos que o processo de ensinar e aprender que ocorreu nas relações destes sujeitos na arte circense se iniciou no corpo, mas se constituiu na ampliação de novos processos cognitivos e afetivos, podendo ampliar outros processos psicológicos complexos, mediados pela experiência estética.

    e o texto completo pode ser baixado em: http://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/95071


  • Uma trajetória singular pelo rock gaúcho: os sentidos do trabalho acústico para um músico profissional

    A dissertação de Mestrado de autoria de Alexandre Collares Baiocchi e orientado pela Professora Kátia Maheirie foi defendidada no ano de 2008 e tem o seguinte resumo:

    Esta dissertação teve como objetivo a compreensão do sentido do trabalho para um músico profissional. Com base nas contribuições da Psicologia Histórico-Cultural de Lev Vygotskyi e dos postulados ontológicos de Jean-Paul Sartre, compreendemos o sujeito como constituinte de um contexto sócio-histórico. Este sujeito, social desde o seu nascimento, é subjetividade, que está em constante relação com a objetividade do contexto, sendo este constituído de signos culturais. Enfocamos a profissão de músico como categoria de estudo, correlacionando com as categorias trabalho e emprego, partindo de uma análise histórica, enfatizando as transformações sociais, econômicas, tecnológicas e culturais de uma sociedade capitalista. Devido ao fato do sujeito da pesquisa ser um roqueiro, dedicamos parte da análise à emergência do rock no Brasil e no mundo, compreendendo o rock como um gênero musical. O método utilizado no estudo foi o progressivo-regressivo, oriundo dos postulados de Sartre, que compreende a relação do sujeito, constituinte de uma singularidade, com o mundo objetivo, buscando utilizar as contribuições da análise de discurso, principalmente, a partir da perspectiva de Mikhail Bakhtin. Na objetivação da história deste sujeito, podemos observar que o diálogo entre a singularidade e a universidade se faz expressão e fundamento de Fughetti como sujeito histórico. Por meio da (re) construção de sua história e de seu discurso, podemos compreender como a música e o trabalho acústico constituíram e continuam constituindo o movimento de subjetivação e objetivação de Fughetti, caracterizando o sentido do trabalho musical, na composição e na atividade sonora, como similar a própria vida.

    e o texto completo pode ser baixado em: http://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/91259


  • Sobre fotografia e (in)visibilidades: olhares de crianças com deficiência visual

    A dissertação de Mestrado de autoria de Laura Kemp de Mattos e orientada pela Professora Andréa Vieira Zanella foi defendidada no ano de 2011 e tem o seguinte resumo:

    A fotografia é uma produção de um único instante, um recorte do contexto, um “click” que é atravessado, marcado e direcionado pelo olhar de seu criador. Cumpre elucidar que a fotografia é compreendida como linguagem, como uma produção dialógica, de sujeitos que dialogam com o contexto de sua enunciação. Destarte, uma imagem fotográfica depende do olhar de quem a fotografou para a sua produção e dos olhares de quem a admira para ser lida, olhares esses socialmente constituídos. A partir desses pressupostos, utilizou-se a fotografia como modo de possibilitar atos de (re)invenção de si, tanto para os sujeitos com quem pesquisamos e para os pesquisadores como para todos os demais envolvidos no processo e nos produtos do pesquisar, contribuindo para ampliar a reflexão sobre os modos de (vi)ver o mundo. Assim, essa pesquisa in(ter)venção problematiza, a partir de imagens fotográficas produzidas por cinco crianças com deficiência visual seus olhares sobre o contexto em que vivem. A proposta é tensionar, com a mediação da fotografia, o olhar sobre a cegueira, sobre o que se vê e o que se deixa de ver, sobre as visibilidades e invisibilidades que caracterizam as relações estabelecidas com a realidade em que se vive. Em todas as relações humanas a linguagem é mediadora tanto do que se vê, se ouve e se imagina, como do que não se vê e não se ouve. Desse modo, também o olhar de um cego é um modo de (vi)ver o mundo, constituído a partir de outros modos de (vi)ver o mundo, socialmente fundados. Faz-se necessário enfatizar que considera-se o pesquisar como acontecimento, processo em constante movimento, interligado a outros acontecimentos. Com isso, se dá no encontro com os sujeitos, as crianças são protagonistas no processo de pesquisar e criam-se espaços de enunciação que possibilitam o pesquisarCOM. Para tanto, como metodologia de pesquisa desenvolvemos uma oficina estética com o grupo de crianças com quem pesquisamos. Na oficina foram realizadas atividades que possibilitavam a (re)criação do olhar e, para além dos encontros da oficina, as crianças foram convidadas a criar imagens fotográficas do contexto em que vivem. Ao objetivarem o modo como veem esse contexto nas imagens fotográficas, as crianças transformam olhares e ampliam suas experiências. Não só o que é visual pode constituir uma imagem, mas também outros elementos aparentemente invisíveis. As imagens criadas foram organizadas em quatro categorias de análise, quatro unidades temáticas que dialogam entre si. São elas: imagens que apresentam sentidos estabelecidos na relação com o contexto social, fotografias de objetos significativos, imagens de sons, cheiros e texturas e, por último, autoretratos fotográficos que objetivam olhares de si para o outro. A oficina estética foi registrada através de filmagens, fotografias e registros em diário de campo, e constituem, juntamente com o material produzido pelas crianças, o conjunto de informações analisadas. Com os resultados obtidos, pretende-se contribuir com o conhecimento no tocante aos processos de constituição do psiquismo de crianças com deficiência visual. Além disso, espera-se fornecer subsídios à formação de profissionais para atuar com crianças com deficiência, colaborando para (re)pensar estratégias pedagógicas acessíveis a todas as crianças. Estratégias estas, nas quais as limitações decorrentes da ausência da visão possam ser superadas por processos mediados semioticamente, viabilizando as trocas sociais e a plena inclusão da criança com deficiência visual no ambiente escolar. Nesse sentido, consideramos que a psicologia pode contribuir e subsidiar a reflexão necessária para a inclusão de todas as pessoas, independente de suas características pessoais.

    e o texto completo pode ser baixado em: http://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/95669


  • SOBRE ESCOLA E VIDA: ALGUNS (DES)ENCONTROS

    A tese de Doutorado de autoria de Marina Corbetta Benedet e orientada pela Professora Andréa Vieira Zanella foi defendidada no ano de 2013 e tem o seguinte resumo:

    O QUE FAZ UMA ESCOLA? SABERES, FAZERES, MUROS, PAREDES, CADEIRAS, CARTEIRAS, SALA DE AULA, QUADRO NEGRO (NÃO MAIS TÃO NEGRO). PESSOAS, VIDA. EM UM MUNDO CADA VEZ MAIS VELOZ, COM TRANSFORMAÇÕES, ATUALIZAÇÕES E MUDANÇAS COMO PREMISSAS PARA A REALIZAÇÃO DA PRÓPRIA VIDA, A INDAGAÇÃO SOBRE O QUE CONSTITUI UMA ESCOLA É ESSENCIAL, NA MEDIDA EM QUE, SE EM ALGUM TEMPO A ESCOLA SE PROPÔS A SER LUGAR DA INFÂNCIA E DE “PREPARAÇÃO DESTA PARA O MUNDO”, A PRÓPRIA ESCOLA NECESSITA DE ATUALIZAÇÃO, DE TRANSFORMAÇÃO. A PARTIR DESSA PERSPECTIVA É QUE ESTA TESE SE CONSTITUIU NA TENTATIVA DE COMPREENDER DE QUE MANEIRA A VIDA SE DESDOBRA NA ESCOLA E A ESCOLA SE DESDOBRA NA VIDA DOS SUJEITOS QUE NESSE ESPAÇO-TEMPO CONSTITUEM-SE E O CONSTITUEM. O QUE VOCÊ LEITOR(A) ENCONTRARÁ NESSAS PÁGINAS, ENTÃO, SÃO ALGUMAS HISTÓRIAS EXPERIMENTADAS E CONSTRUÍDAS NO PERÍODO QUE PASSEI JUNTO COM A TURMA DO QUARTO ANO DE UMA ESCOLA DA REDE MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE BALNEÁRIO CAMBORIÚ/SC. ESSAS HISTÓRIAS FORAM CONSTRUÍDAS COM MUITAS VOZES, QUE ME …

    e o texto completo pode ser baixado em:

    https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=3941966


  • Política, subjetividade e arte urbana: o graffiti na cidade

    A dissertação de Mestrado de autoria de Gabriel Bueno Almeida e orientada pela Professora Andréa Vieira Zanella foi defendidada no ano de 2013 e tem o seguinte resumo:

    ESTA PESQUISA TEVE COMO OBJETIVO REALIZAR UMA IMERSÃO ETNOGRÁFICA NA CULTURA DA ARTE URBANA DE FLORIANÓPOLIS. CARACTERÍSTICAS DESTACADAS DESTA CULTURA FORAM SUA DIMENSÃO POLÍTICA, SUA RELAÇÃO COM A CIDADE E COMO OS SUJEITOS NELA ENVOLVIDOS SE CONSTITUEM COMO GRAFITEIROS, PICHADORES, ARTISTAS. O MÉTODO ETNOGRÁFICO FOI COMPOSTO POR DUAS FRENTES: PRIMEIRO O PESQUISADOR VEIO A PRATICAR A ARTE DO GRAFFITI, ALÇANDO PROXIMIDADE COM OS DEMAIS PRATICANTES, BUSCANDO COMPREENDER SEUS CÓDIGOS E O QUE REPRESENTA REALIZAR TAIS PINTURAS PELA CIDADE; SEGUNDO FOI REALIZADO, PARALELAMENTE A ESCRITA DA PESQUISA, UM DOCUMENTÁRIO SOBRE O GRAFFITI DE FLORIANÓPOLIS. O DOCUMENTÁRIO PROPORCIONOU ACESSO AOS ARTISTAS E O REGISTRO DE SUAS AÇÕES E DEPOIMENTOS. A ETNOGRAFIA FOI ORIENTADA SEGUNDO A TEORIA DO ANTROPÓLOGO MASSIMO CANEVACCI, COMPONDO A COMPREENSÃO DA CIDADE E DA CULTURA DO GRAFFITI A PARTIR DE FRAGMENTOS E DE SEUS CÓDIGOS COMUNICACIONAIS. A PRODUÇÃO DO DOCUMENTÁRIO TEVE COMO ORIENTAÇÃO A TEORIA DE JEAN-LOUIS COMOLLI, ONDE …

    e o texto completo pode ser baixado em:

    https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=107574


  • Passe livre já: participação política e constituição do sujeito

    A dissertação de Mestrado de autoria de Marcela de Andrade Gomes e orientada pela Professora Andréa Vieira Zanella foi defendidada no ano de 2008 e tem o seguinte resumo:

    A presente dissertação, a partir do pensamento de L.S.Vygotsky, na interlocução com autores de diversas áreas e perspectivas teóricas, busca analisar de que forma a participação política no Movimento Passe Livre media a constituição dos sujeitos militantes, identificada nos sentidos que atribuem ao movimento, por sua vez, é constituído por estes sujeitos. A Campanha pelo Passe Livre de Florianópolis iniciou sua trajetória de lutas em 2000 e em 2004 o grupo se configurou como um movimento social que, inicialmente reivindicava a gratuidade no transporte público para estudantes e, atualmente, luta pela tarifa zero para todas as pessoas contemplando discussões referentes à mobilidade urbana. Este movimento social desenvolve diversas atividades que envolvem manifestações públicas, palestras, seminários, exposição de filmes, grupo de estudos, entre outras, realizadas nas escolas, ruas, diversas organizações e em/com outros movimentos sociais. Com a finalidade de analisarmos os processos de significação em torno desta militância, utilizamos a entrevista aberta, com um roteiro norteador, que foram realizadas individualmente com cinco militantes. Além disso, utilizamos a observação participante durante dois anos, nas diversas atividades do movimento, que foram registradas em um diário de campo. Realizamos um levantamento documental para, na dialogia com as falas dos entrevistados, contextualizarmos este movimento social. A análise desta pesquisa demonstrou que a família, a escola, a universidade e as amizades foram significadas como mediadores fundamentais para que o sujeito se interessasse pela participação política. O estilo de militância que marca a identidade coletiva do Movimento Passe Livre, fortemente marcado pelas características dos novos movimentos sociais, se revelou atrativo para que o sujeito escolhesse por esta participação política. Além disso, percebemos que esta forma de organização mais horizontal e participativa, possibilita novas formas do sujeito se apropriar de sua condição de autoria na história do movimento e da sua própria existência. Por fim, notamos que a militância no Movimento do Passe Livre possibilita que o sujeito construa relações ético-estéticas, criando novas formas de se relacionar com o outro e consigo mesmo.

    e o texto completo pode ser baixado em: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/91149


  • Os signos satíricos do feminino no espaço do não-caber: os processos de criação de Silvia Teske

    A tese de Doutorado de autoria de Luciana Machado Schmidt e orientada pela Professora Andréa Vieira Zanella foi defendidada no ano de 2008 e tem o seguinte resumo:

    A presente pesquisa tem como objetivo investigar os processos de criação em linguagem visual de Sílvia Teske, procurando dar visibilidade à elaboração estética de seu estilo singular de criação plástica. Um dos principais postulados dessa investigação é o de que a compreensão de como operam os processos de criação de um sujeito que cria plasticamente constitui um lócus privilegiado tanto para a investigação do funcionamento do psiquismo humano em movimento, quanto para a visibilidade da consciência estética contemporânea, uma vez que o sujeito criador é, simultaneamente, produtor cultural e produto da cultura. O sujeito estudado é Sílvia Teske, artista visual, graduada em Licenciatura em Artes Plásticas, nascida e residente em Brusque, Santa Catarina. A matriz teórico-epistemológica da presente investigação é a Psicologia Histórico-Cultural de Vygotski e o método utilizado é o proposto pelo psicólogo Bielorusso em sua obra. Foram dois os recursos metodológicos utilizados nessa pesquisa: 1) Entrevistas e 2) Videografia. Os registros videogravados foram coletados em dois momentos: 1) Durante a realização das entrevistas; 2) Em sessões em que o sujeito estava criando in loco em seu ateliê. Dois processos de criação foram escolhidos para serem analisados, por constituírem as principais atividades criadoras do sujeito no momento da investigação: 1) a pintura em tela e 2) a assemblage a partir da criação de objetos tridimensionais – denominados “caixinhas” – utilizando técnicas mistas. Na análise dos dados procurou-se encontrar uma unidade na poética visual criada por Sílvia Teske. Constatou-se que o universo feminino é uma temática constante em suas obras e que o sujeito criador faz uso do humor e da sátira para construir, desconstruir e/ou reconstruir os signos visuais que constituem seu trabalho, de forma lúdica e dialética. Conseqüentemente, as criações plásticas de Sílvia Teske podem ser lidas como uma.crítica social da condição feminina na contemporaneidade, objetivada em signos visuais…que o sujeito criador faz uso do humor e da sátira para construir, desconstruir e/ou.reconstruir os signos visuais que constituem seu trabalho, de forma lúdica e dialética. Conseqüentemente, as criações plásticas de Sílvia Teske podem ser lidas como uma.crítica social da condição feminina na contemporaneidade, objetivada em signos visuais.

    e o texto completo pode ser baixado em: http://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/91114