Artigo publicado por Andrea Vieira Zanella na Revista Polis e Psique tem o seguinte resumo:
Este texto problematiza o pesquisar a partir da seguinte pergunta: “Como inventar um método?”. Trata-se de pergunta cuja busca de respostas pode levar os interessados na questão a se deixar capturar pela armadilha da assunção de um método-caminho que, uma vez bem delineado, inexoravelmente levará a lugar antecipadamente definido. Porém, não é possível, para quem está enredado nas tramas epistemológicas e metodológicas que constituem os processos de pesquisar em contextos acadêmicos, passar incólume a essa pergunta. Afinal, trata-se de uma pergunta-dispositivo a abrir campos de visibilidade, dizibilidade e pensabilidade geralmente obstruídos por prescrições metodológicas. As discussões apresentadas focam essas questões e possibilitam afirmar o pesquisar como atividade cuja problemática emerge da vida e cujos resultados a esta retornam, porém não somente como explicações ou compreensões de uma dada realidade. Pesquisar, assim como a pergunta-mote deste texto, é dispositivo não somente de evocação de mundos, mas principalmente de sua produção.
O texto completo do artigo pode ser acessado no site da revista: https://seer.ufrgs.br/PolisePsique/article/view/52158
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Artigo publicado por Gabriel Bueno e Andréa Vieira Zanella na Revista de Psicologia da UFC tem o seguinte resumo:
Este artigo discute a aproximação entre os métodos de produção de um documentário cinematográfico e de uma pesquisa em psicologia social de cunho etnográfico e como estas duas formas de elaboração de saberes podem se constituir mutuamente. A partir da experiência de realizar uma pesquisa etnográfica paralelamente à produção de um documentário, o texto problematiza os posicionamentos políticos, éticos e estéticos que as produções desses dois campos implicam. É analisado como foi o ingresso no campo de pesquisa, as condições de produção das imagens e a montagem dodocumentário e do texto da pesquisa – momentos esses que dão visibilidade ao modo como a etnografia e o cinema documentário podem se encontrar no processo de imersão em um campo a ser pesquisado. A discussão da experiência vivida em ambos os processos dialoga com teóricos da antropologia, como José Magnani e Massimo Canevacci, e com a perspectiva de cinema documentário do teórico francês Jean-Louis Comolli e Eduardo Coutinho. Essas abordagens teóricas possibilitaram fundamentar a aproximação e o intercâmbio proposto entre uma produção artística e outra acadêmica, bem como afirmar a potência das imagens para a pesquisa.
O texto completo do artigo pode ser acessado no site da revista: http://www.periodicos.ufc.br/psicologiaufc/article/view/13954
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