Constituição do(a) pesquisador(a) em ciências humanas

30/11/2021 13:25

Artigo publicado por Apoliana Regina Groff,  Kátia Maheirie e Andréa Vieira Zanella na Revista Arquivos Brasileiros de Psicologia tem o seguinte resumo:

O objetivo deste artigo é apresentar algumas reflexões sobre o processo de constituição do(a) pesquisador(a) em ciências humanas, cunhadas a partir de um olhar ancorado na psicologia histórico-cultural e no diálogo com algumas idéias de Bakhtin e  escritos de alguns de seus interlocutores. Dessas reflexões decorrem as compreensões de que pesquisar é um processo dialógico e ideológico, onde a pesquisa e o(a) pesquisador(a) se constituem mutuamente na relação de autoria/alteridade. Compreendemos também que a produção de conhecimentos é sempre uma criação singular com contribuições coletivas e que ao assinar a autoria de uma pesquisa ou de um texto, o(a) pesquisador(a) se encontra numa posição de responder ao outro e também de responsabilidade por aquilo que produziu. Findamos com a afirmação de que a constituição do(a) pesquisador(a) em ciências humanas possui características peculiares a este campo de conhecimento, pois sua relação como os sujeitos e contextos pesquisados se sustenta em escolhas éticas, estéticas e políticas.

O texto completo do artigo pode ser acessado no site da revista: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1809-52672010000100011

Tags: alteridadeAndrea Vieira ZanellaApoliana Regina GroffautoriaCiências humanasdialogiaKátia MaheiriePesquisador(a)

Jovens, juventude e políticas públicas: produção acadêmica em periódicos científicos brasileiros (2002 a 2011)

30/11/2021 12:26

Artigo publicado por Andréa Vieira Zanella, Apoliana Regina Groff, Dâmaris Oliveira Batista da Silva, Laura Kemp de Mattos, Janaína Rocha Furtado & Neiva de Assis na Revista Estudos de Psicologia tem o seguinte resumo:

Neste artigo discute-se a produção acadêmica entre 2002 e 2011 sobre jovem, juventude e políticas públicas, divulgada em periódicos científicos brasileiros que integram a base de dados SCIELO. Os artigos selecionados foram categorizados em relação à instituição de origem, titulação dos pesquisadores, área do conhecimento da publicação e dos pesquisadores, ano de publicação do artigo, tipo de pesquisa, objetivos, recursos metodológicos, concepção de jovem, juventude e políticas públicas. Constatamos uma concentração de estudos nas áreas de educação, saúde e assistência social. Quanto às concepções de jovem e juventude, predominou a concepção de sujeito com base em fases e estágios claramente marcados pela entrada e saída do trabalho, sendo evidente nesses estudos a lógica de que a tutela se faz necessária, seja da família, do Estado e de Instituições outras, inclusive a Acadêmica. Sob essa lógica se apresentam grande parte das justificativas para a reivindicação de políticas públicas para os jovens nos artigos analisados.

O texto completo do artigo pode ser acessado no site da revista: https://www.scielo.br/j/epsic/a/dq3zkmx66ZVbcCdy7DtGtxG/?lang=pt

Tags: Andrea Vieira ZanellaApoliana Regina GroffDâmaris Oliveira Batista da SilvaJanaína Rocha FurtadojovensjuventudeLaura Kemp De MattosNeiva de AssisPolíticas públicas

Ensaios com os conceitos de política e polícia e as manifestações de junho de 2013 no Brasil

20/09/2021 12:57

Artigo publicado por Andre Luiz Strappazzon, Apoliana Regina Groff e Josiele Bené Lahorgue tem o seguinte resumo:

Ancorados nos conceitos de política e polícia do filósofo Jacques Rancière, objetivamos, aos moldes de um ensaio, analisar, problematizar e propor algumas reflexões teóricas sobre aspectos das manifestações ocorridas no mês de junho de 2013 no Brasil. Trazemos neste texto algumas cenas, recortadas da multiplicidade dos acontecimentos que refletem as manifestações de junho de 2013 em nosso país, para tensionar as relações entre as manifestações e as mídias de massa, refletir sobre a produção do dissenso e dos processos de singularização e pensar sobre as possibilidades de reconfiguração do sensível e da experiência da política no contemporâneo.

O texto completo do artigo pode ser acessado no site da revista: http://www.psicopol.unsl.edu.ar/cristal32.html

 

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A MEDIAÇÃO DA MÚSICA NO MST: um estudo em contextos e eventos coletivos em Santa Catarina

13/05/2021 15:18

A dissertação de Mestrado de autoria de Apoliana Regina Groff e orientada pela Professora Kátia Maheirie foi defendidada no ano de 2010 e tem o seguinte resumo:

Este trabalho teve como objetivo geral compreender a mediação da música do cotidiano do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), por meio de um estudo em contextos e eventos coletivos em Santa Catarina. A metodologia utilizada se fundamenta numa perspectiva dialógica na produção do conhecimento, ancorada na matriz teórica da psicologia histórico-cultural de Vygotski e seus interlocutores, dialogando também com autores como Bakhtin e Vázquez. Foram realizadas entrevistas com dez sujeitos, mediadas pelo roteiro norteador e pelo gravador de áudio. As entrevistas aconteceram em dois eventos coletivos, quais sejam, a Comemoração dos 24 anos do MST em SC e o Primeiro Encontro Regional de Violeiros, ambos realizados na cidade de Abelardo Luz. Também foram realizadas entrevistas com sujeitos Sem Terra no contexto do Acampamento Irmã Jandira, localizado na região do planalto do estado. O estudo aponta que a presença da música no MST teve como principal mediação a igreja católica, por meio da CPT. Desde o surgimento do Movimento a igreja criava canções com temas ligados a realidade do povo pobre que vivia no contexto rural. No entanto, essas músicas sofreram transformações, na medida em que foram apropriados às letras das canções, elementos políticos e ideológicos do MST. O estudo também revela a intensa atividade de criação musical dos Sem Terra, principalmente no contexto dos acampamentos. Acerca da mediação da música, compreendemos que ela anima e significa a luta dos Sem Terra, possibilita o aumento da potência de ser e de agir deste movimento social, estetiza as práticas cotidianas do Movimento, afeta os sujeitos e produz processos de resistência e (re)criação. e o texto completo pode ser baixado em:

http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=187700

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ENTRE VOZES E LINGUAGENS PARA ENUNCIAR A VIOLÊNCIA: ANÁLISE DIALÓGICA DE UMA EXPERIÊNCIA DE FORMAÇÃO CONTINUADA PARA PROFESSORES/AS

13/05/2021 11:56

A tese de Doutorado de autoria de Apoliana Regina Groff e orientada pela Professora Kátia Maheirie foi defendidada no ano de 2015 e tem o seguinte resumo:

ESTA TESE REALIZA UMA ANÁLISE DIALÓGICA DO MODO COMO A VIOLÊNCIA FOI ENUNCIADA NA EXPERIÊNCIA DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO: A GESTÃO DO CUIDADO PARA UMA ESCOLA QUE PROTEGE (NUVIC/UFSC/MEC/SECADI), DESENVOLVIDO ENTRE 2010 E 2011. O CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO ACONTECEU NA MODALIDADE DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA E FOI OFERTADO A PROFESSORES/AS DE ESCOLAS PÚBLICAS DOS TRÊS ESTADOS DO SUL DO BRASIL. NOSSO MATERIAL DE ANÁLISE SE CONSTITUIU DE UM QUESTIONÁRIO RESPONDIDO PELAS CURSISTAS DO POLO REGIONAL DE BLUMENAU/SC NO ATO DA MATRÍCULA NO CURSO, DOS REGISTROS DESTAS EM TRÊS FÓRUNS DE DISCUSSÃO NO AMBIENTE VIRTUAL E DOS QUATRO PROJETOS DE INTERVENÇÃO EDUCACIONAIS ELABORADOS POR GRUPOS DE CURSISTAS DESTE POLO. NO QUE SE REFERE AOS MATERIAIS PRODUZIDOS PELO CURSO, ANALISAMOS OS LIVROS DIDÁTICOS IMPRESSOS E O PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO. DESDE UMA PERSPECTIVA DIALÓGICA, PROCURAMOS DAR VISIBILIDADE E AUDIBILIDADE ÀS MÚLTIPLAS VOZES E IDEIAS-FORÇA PRESENTES NOS ENUNCIADOS, TANTO DAS CURSISTAS COMO DOS MATERIAIS DO CURSO, DEMARCAND

O texto completo pode ser baixado em:

https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=2361993

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A educação sexual e a formação de professores/as um convite ao dissenso

04/05/2021 19:21

Artigo publicado por Apoliana Regina Groff, Kátia Maheirie e Patrícia de Oliveira e Silva Pereira Mendes tem o seguinte resumo:

Este artigo apresenta um olhar acerca da educação sexual, como ela vem sendo compreendida historicamente no cenário educativo brasileiro, bem como os avanços, retrocessos e desafios que ela tem enfrentado no âmbito das politicas educacionais atuais. Nosso objetivo é problematizar a educação sexual nos espaços de formação de professores/as e a sua relação com a produção de legislações que intentam retirar do plano educativo as reflexões sobre a “promoção da igualdade de gênero e orientação sexual”. Para refletir sobre este cenário, nos ancoramos nas noções de dissenso, gestão e democracia, do filósofo francês Jacques Rancière. No diálogo com este autor, abrimos a possibilidade para que professores e professoras adentrem este campo de sensibilidade desde uma posição dissidente, no sentido de produzir outras reconfigurações em torno da educação sexual nas escolas.

O texto completo do artigo pode ser acessado no site da revista: link

Tags: Apoliana Regina Groffdissensoeducação sexualformação de professores/asJacques RancièreKátia MaheirielegislaçõesPatricia de Oliveira E Silva Pereira Mendes

Análise dialógica de uma formação continuada na modalidade a distância: compartilhando um percurso teórico-metodológico.

04/05/2021 19:19

Artigo publicado por Apoliana Regina Groff e Kátia Maheirie tem o seguinte resumo:

Este artigo busca compartilhar um percurso teórico-metodológico criado a partir da análise dialógica de uma experiência de formação continuada para professores/as, na modalidade a distância. Tal percurso encontrou um ponto de conexão entre as teorizações do Círculo de Bakhtin sobre as relações dialógicas e sobre o enunciado concreto, com a noção de dispositivo em Michel Foucault. A leitura e a escrita foram as principais ferramentas metodológicas. Quando se parte da dialogia como perspectiva de trabalho, não há uma imagem de método a ser reproduzida, mas um percurso a ser criado. A partir de nossa pesquisa compartilhamos algumas pistas que poderão auxiliar investigações dialógicas em espaço virtual.

O texto completo do artigo pode ser acessado no site da revista: link

Tags: ambiente virtualanálise dialógicaApoliana Regina Groffeducação a distânciaformação continuadaKátia Maheirie