(Re)composição musical e processos de subjetivação entre jovens de periferia

20/09/2021 13:04

Artigo publicado por Andre Luiz Strappazzon; Fábio Ramos Barreto; Gladis Tiburski Lazzarotto; Graziele Aline Zonta; Lucila Sant’ Ana Soares; Paulo Fabrício Ulguim Rodrigues; Simone Rockenbach Duarte; Solange Aparecida Shoeffel tem o seguinte resumo:

Neste trabalho, partindo de um projeto de pesquisa-intervenção, buscamos as produções musicais que jovens moradores de uma localidade de baixa renda do município de Florianópolis realizam a partir de oficinas artísticas, caracterizando os processos de criação presentes neste contexto. Nosso propósito foi construir um trabalho de extensão comunitária, no qual buscávamos incentivar a potência de ação destes jovens, no que se refere à construção de suas possibilidades, visando uma ampliação de seu futuro. As oficinas tiveram a participação de dez jovens, cujo horizonte era compreender os sentidos que eles atribuem às práticas de criação artística, na construção de seus projetos de ser. Por meio do ensino de música e da montagem de um espetáculo contendo diversas linguagens artísticas, foi possível oferecer um conhecimento musical, produzir situações nas quais eles se objetivaram criativamente, ao mesmo tempo que se fortaleceram singularmente, em meio à unificação coletiva engendrada pelas oficinas.

O texto completo do artigo pode ser acessado no site da revista: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1809-52672008000200017

Tags: Andre Luiz StrappazzonGraziele Aline ZontaKátia Maheiriemúsicaoficinas estéticasprocessos de criação

Jovens encarcerados e os sentidos de suas experiências criadoras

13/05/2021 16:04

A dissertação de Mestrado de autoria de Ana Lúcia Canetti e orientada pela Professora Kátia Maheirie foi defendidada no ano de 2010 e tem o seguinte resumo:

A pesquisa foi realizada nos Centro de Socioeducação Curitiba e São Francisco, ambos localizados no Estado do Paraná, e investigou a produção de sentidos de jovens, que cumprem medidas socioeducativas privativas de liberdade, sobre suas experiências de criação estética dentro das celas. Na pesquisa foi possível identificar diversas criações realizadas pelos internos, muitas delas proibidas pelas instituições, como origami, máquinas de tatuagem, acessórios tecidos com fios de coberta ou de toalhas, músicas, desenhos e até instalações de papelão que montam espaços privados dentro dos alojamentos coletivos. Foram realizadas entrevistas abertas com roteiro norteador, observações e registros em diário de campo. O procedimento de análise dos discursos dos jovens se deu a partir das contribuições teóricas de Vigotski e do Círculo de Bakhtin. Os resultados apontaram que estas experiências criadoras colaboram na (sobre)vivência destes jovens no encarceramento e são modos contraditórios de se compartilhar afetos, realizar trocas e de se buscar reconhecimento social. Verificou-se também que estas ações criadoras têm um sentido de resistência às privações cotidianas vividas nestas instituições promotoras de várias formas de violências. A criação mostrou-se como uma necessidade para o viver dentro da privação de liberdade e uma maneira encontrada pelos jovens para reafirmarem suas existências sensíveis. A análise dos discursos trabalhou com a processualidade viva na historicidade de jovens encarcerados, buscando as formas de pensar, agir e sentir em relação às suas experiências de criação.

e o texto completo pode ser baixado em: http://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/94266

Tags: Ana Lúcia Canettijuventudeprivação de liberdadeprocessos de criação

Os signos satíricos do feminino no espaço do não-caber: os processos de criação de Silvia Teske

13/05/2021 15:40

A tese de Doutorado de autoria de Luciana Machado Schmidt e orientada pela Professora Andréa Vieira Zanella foi defendidada no ano de 2008 e tem o seguinte resumo:

A presente pesquisa tem como objetivo investigar os processos de criação em linguagem visual de Sílvia Teske, procurando dar visibilidade à elaboração estética de seu estilo singular de criação plástica. Um dos principais postulados dessa investigação é o de que a compreensão de como operam os processos de criação de um sujeito que cria plasticamente constitui um lócus privilegiado tanto para a investigação do funcionamento do psiquismo humano em movimento, quanto para a visibilidade da consciência estética contemporânea, uma vez que o sujeito criador é, simultaneamente, produtor cultural e produto da cultura. O sujeito estudado é Sílvia Teske, artista visual, graduada em Licenciatura em Artes Plásticas, nascida e residente em Brusque, Santa Catarina. A matriz teórico-epistemológica da presente investigação é a Psicologia Histórico-Cultural de Vygotski e o método utilizado é o proposto pelo psicólogo Bielorusso em sua obra. Foram dois os recursos metodológicos utilizados nessa pesquisa: 1) Entrevistas e 2) Videografia. Os registros videogravados foram coletados em dois momentos: 1) Durante a realização das entrevistas; 2) Em sessões em que o sujeito estava criando in loco em seu ateliê. Dois processos de criação foram escolhidos para serem analisados, por constituírem as principais atividades criadoras do sujeito no momento da investigação: 1) a pintura em tela e 2) a assemblage a partir da criação de objetos tridimensionais – denominados “caixinhas” – utilizando técnicas mistas. Na análise dos dados procurou-se encontrar uma unidade na poética visual criada por Sílvia Teske. Constatou-se que o universo feminino é uma temática constante em suas obras e que o sujeito criador faz uso do humor e da sátira para construir, desconstruir e/ou reconstruir os signos visuais que constituem seu trabalho, de forma lúdica e dialética. Conseqüentemente, as criações plásticas de Sílvia Teske podem ser lidas como uma.crítica social da condição feminina na contemporaneidade, objetivada em signos visuais…que o sujeito criador faz uso do humor e da sátira para construir, desconstruir e/ou.reconstruir os signos visuais que constituem seu trabalho, de forma lúdica e dialética. Conseqüentemente, as criações plásticas de Sílvia Teske podem ser lidas como uma.crítica social da condição feminina na contemporaneidade, objetivada em signos visuais.

e o texto completo pode ser baixado em: http://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/91114

Tags: arteartes visuaisLuciana Machado Schmidtprocessos de criação

Imaginação e processos de criação na perspectiva histórico-cultural: análise de uma experiência

04/05/2021 19:13

Artigo publicado por Kátia Maheirie, Ana Luiza Bustamante Smolka, André Luiz Strappazzon, Carolina Souza de Carvalho e Felipe Karpinski Massaro tem o seguinte resumo:

Este artigo aborda a imaginação como processo psicológico fundamental do ser humano, tomando como base os trabalhos de Vigotski e seus interlocutores, e tendo como eixo reflexivo uma pesquisa-intervenção desenvolvida em uma Organização Não Governamental de arte-educação. A investigação se caracterizou pela oferta de oficinas de percussão, produção de espetáculo musical e produção de vídeo sobre esse espetáculo, tendo como sujeitos crianças e jovens de 9 a 14 anos que frequentavam a entidade. Uma análise da experiência vivida por esses sujeitos na relação com os pesquisadores toma como base a imaginação e seus desdobramentos no processo de criação. Nesse processo de criação, a experiência (re)significada pelos sujeitos vai compondo núcleos de memória, de forma que a atividade imaginativa se apresenta como um processo psicológico (re)combinador, objetivada em um novo produto.

O texto completo do artigo pode ser acessado no site da revista: link

Tags: Ana Luiza Bustamante SmolkaAndre Luiz StrappazzonCarolina Souza de Carvalhoespetáculo musicalFelipe Karpinski MassaroimaginaçãoKátia Maheirieprocessos de criaçãopsicologia histórico-cultural