Espaçotempos na UniverS/Cidade: novas visibilidades aos olhares estudantis

15/03/2022 10:17

Artigo publicado por Jardel Pelissari Machado e Andréa Zanella na revista EDUCAÇÃO tem o seguinte resumo:

Inserido no campo dos estudos sobre a Educação Superior Brasileira, este trabalho tem por objetivo analisar respostas/posicionamentos de estudantes de graduação de uma universidade pública brasileira às dimensões e possibilidades espaçotemporais em suas vidas acadêmicas. Para tal, com base na filosofia da linguagem do Círculo de Bakhtin e na Filosofia Crítica, foi realizada uma pesquisa de caráter interventivo com Oficinas de fotografia, as quais produziram dados compostos por fotografias, diários de campo e transcrições de diálogos. Ao analisar os dados, discute-se sobre: a organização discursiva espaçotemporal da vida acadêmica e seus efeitos aos processos de produção de subjetividades das/os estudantes; a não homogeneidade e não linearidade dos espaçotempos na vida universitária; criação de novos olhares, sensibilidades, pensabilidades e possibilidades de ação a partir da instauração e convite a tempos lentos. Conclui-se sobre a necessidade de criação e visibilização de espaçotempos lentos, que permitam a apropriação crítica dos processos por aquelas/es que os vivenciam.

O texto completo do artigo pode ser acessado no site da revista:

https://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/48336/46085

Tags: Andrea Vieira Zanellaeducação superiorespaçotempofotografiaJardel Pelissari Machado

ESTUDANTES FOTOGRAFANDO A/NA UNIVERS/CIDADE: DIÁLOGOS COM ESPAÇOTEMPOS NA VIDA ACADÊMICA

13/05/2021 12:54

A tese de Doutorado de autoria de Jardel Pelissari Machado e orientada pela Professora Andréa Vieira Zanella foi defendidada no ano de 2019 e tem o seguinte resumo:

A UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ (UFPR) CONSTITUIU-SE HISTORICAMENTE DE FORMA FRAGMENTADA EM DIVERSOS COMPLEXOS DE EDIFÍCIOS ESPALHADOS E QUE COMPÕEM A CIDADE DE CURITIBA, CONDIÇÃO PELA QUAL, NESTA TESE, SEJA CONCEBIDA COMO UMA UNIVERS/CIDADE, DEVIDO A SEU TAMANHO, TÃO GRANDE QUANTO UMA CIDADE, E TAMBÉM POR COMPOR A CIDADE NA QUAL ESTÁ LOCALIZADA. ESSA CONDIÇÃO ESPAÇOTEMPORAL DA UFPR FAZ COM QUE A VIDA ESTUDANTIL NA INSTITUIÇÃO ESTEJA EM CONSTANTE RELAÇÃO COM AS ROTINAS DA CIDADE DEVIDO À NECESSIDADE DE DESLOCAMENTOS CONSTANTES ENTRE DIFERENTES ESPAÇOS QUE A COMPÕEM. COM BASE NA COMPREENSÃO DE QUE OS ESPAÇOTEMPOS SÃO PRODUÇÕES HUMANAS, HISTÓRICAS E SOCIAIS, NÃO SENDO CATEGORIAS NEUTRAS, MAS CONSTITUINDO AS CONDIÇÕES E POSSIBILIDADES AOS PROCESSOS DE PRODUÇÃO DE SUBJETIVIDADES, PASSOU-SE A INDAGAR SOBRE OS EFEITOS DESSA CONFIGURAÇÃO ÀS/AOS ESTUDANTES QUE TEM SUAS FORMAÇÕES ACADÊMICAS E PROFISSIONAIS NESSA INSTITUIÇÃO. ASSIM, COM BASE NA FILOSOFIA DA LINGUAGEM DO CÍRCULO DE BAKHTIN E NA TEORIA CRÍTICA DA ESCOLA DE FRANKFURT, FOI REALIZADA UMA PESQUISA DE CARÁTER INTERVENTIVO QUE TEVE POR OBJETIVO INVESTIGAR OS DIÁLOGOS QUE AS/OS ESTUDANTES TECEM EM SEUS COTIDIANOS NA E PARA COM A UNIVERS/CIDADE. PARA TAL, REALIZAMOS OFICINAS DE FOTOGRAFIA MOBILE COM DOIS GRUPOS DE OITO ESTUDANTES, TOTALIZANDO 16 PARTICIPANTES, DE DIFERENTES CURSOS DE GRADUAÇÃO. AS OFICINAS TIVERAM DURAÇÃO DE OITO SEMANAS, NAS QUAIS FORAM REALIZADOS: A) ENCONTROS EM GRUPO COM DISCUSSÕES: ROTINAS NA UNIVERSIDADE E NA CIDADE; O OLHAR E SUA CONSTITUIÇÃO; O QUE É OU NÃO VISÍVEL EM NOSSOS COTIDIANOS; A PRODUÇÃO DE FOTOGRAFIAS COMO REALIZAÇÃO DE UM SUJEITO QUE REGISTRA SUA FORMA DE VER O MUNDO; B) DERIVAS PELOS ESPAÇOS DA UNIVERS/CIDADE; C) PRODUÇÃO E LEITURAS DE FOTOGRAFIAS; D) ORGANIZAÇÃO E MONTAGEM DE EXPOSIÇÕES. AS OFICINAS PRODUZIRAM, COMO RESULTADOS, UMA SÉRIE DE MATERIAIS QUE FORAM ANALISADOS: FOTOGRAFIAS, TRANSCRIÇÕES DE DIÁLOGOS E DISCUSSÕES EM GRUPOS E DIÁRIOS DE CAMPO DO PESQUISADOR. ENQUANTO PESQUISA DE CARÁTER INTERVENTIVO, AINDA COMO RESULTADOS, PROPORCIONARAM ÀS/AOS PARTICIPANTES A POSSIBILIDADE DE REFLEXÃO E CONSTITUIÇÃO DE NOVOS SENTIDOS SOBRE SEUS OLHARES, ASSIM COMO SOBRE OLHARES DAS/OS OUTROS, AOS ESPAÇOTEMPOS EM SEUS COTIDIANOS, ASSIM COMO A CONSTITUIÇÃO DE NOVOS LUGARES ENUNCIATIVOS/SUBJETIVOS EM SUAS VIDAS ACADÊMICAS. COM BASE NESSE MATERIAL FORAM PRODUZIDOS CINCO ARTIGOS, QUE COMPÕEM A TOTALIDADE DESTA TESE, NOS QUAIS SE DISCUTE: OS PROCESSOS HISTÓRICOS DE CONSTITUIÇÃO DOS ESPAÇOTEMPOS NA/DA UFPR E AS MARCAS DO TEMPO QUE ESTÃO NO ESPAÇO, ASSIM COMO AS CONDIÇÕES E POSSIBILIDADES À VIDA ESTUDANTIL; A CONCEPÇÃO DA FOTOGRAFIA COMO LINGUAGEM, DIALÓGICA E VALORADA, E COMO ENUNCIADO, PRODUÇÃO RESPONSIVA E RESPONSÁVEL DE UM SUJEITO NA DIALOGIA DA COMUNICAÇÃO HUMANA; POSICIONAMENTOS DAS/OS ESTUDANTES FRENTE ÀS VOZES QUE ORGANIZAM OS ESPAÇOTEMPOS DA/NA CIDADE E DA/NA UNIVERSIDADE, SUA NÃO HOMOGENEIDADE E LINEARIDADE E OS PROCESSOS DE PRODUÇÃO DE SUBJETIVIDADES NA UNIVERS/CIDADE; ASPECTOS INVISIBILIZADOS OU SILENCIADOS NA VIDA ESTUDANTIL E QUE EMERGEM COMO EXPRESSÕES DE SOFRIMENTO MARCADAS PELAS E NAS POSSIBILIDADES LER/COMPREENDER SUAS RELAÇÕES COM OS ESPAÇOTEMPOS UNIVERSITÁRIOS; E O CARÁTER INTERVENTIVO E DIALÓGICO DO PROCESSO DE PESQUISA, O PAPEL DO PESQUISADOR NA CONSTITUIÇÃO DE NOVOS CENÁRIOS E SEUS EFEITOS ÀS/AOS PARTICIPANTES DA PESQUISA. OS RESULTADOS E DISCUSSÕES SINALIZAM PARA A NECESSIDADE DE APROFUNDAMENTO DE DISCUSSÕES SOBRE A VIDA ESTUDANTIL NAS UNIVERSIDADES BRASILEIRAS, PODENDO CONTRIBUIR COM NOVOS ESTUDOS, ASSIM COMO PARA COM PROFISSIONAIS E GESTORES DA ÁREA NA ELABORAÇÃO DE POLÍTICAS QUE POSSAM PROPORCIONAR MELHORES CONDIÇÕES DE PERMANÊNCIA ÀS/AOS ESTUDANTES NAS INSTITUIÇÕES.

e o texto completo pode ser baixado em:

https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=7661801

Tags: cidadeensino superiorespaço e tempofotografiaJardel Pelissari Machadoprodução de subjetividade

(In)visibilizados e (in)dizíveis da/na vida estudantil na univers/cidade

13/05/2021 11:19

Artigo publicado por Jardel Pelissari Machado e Andrea Vieira Zanella na revista Revista Internacional de Educação Superior tem o seguinte resumo:

Este texto tem por objetivo analisar enunciados verbais e imagéticos, respostas de estudantes às vozes sociais que produzem os espaçotempos, condições e possibilidades da/na vida acadêmica universitária e que expressam alguma forma de sofrimento. Esses enunciados, diálogos (transcritos) e fotografias, foram produzidos no contexto de Oficinas de Fotografia, que compuseram uma pesquisa-intervenção de doutorado em psicologia, por estudantes de graduação (num total de 16 participantes) de uma universidade federal brasileira. Discutimos sobre esses enunciados como produto/reflexo de exclusão no contexto acadêmico universitário que é, na maioria das vezes, silenciado e invisibilizado em meio a lógicas de produtividade, custos, rankings, entre outras. Concluímos sobre a necessidade de construção de espaços em que as vozes das/os estudantes possam circular, ser ouvidas/lidas, para que possam auxiliar, de forma efetiva, na construção das universidades e das condições e possibilidades da vida acadêmica.

O texto completo do artigo pode ser acessado no site da revista: link do artigo 

Tags: análise de discursoAndrea Vieira Zanellaestudantesexclusão escolarfotografiaJardel Pelissari Machadouniversidade

Bakhtin, ciências humanas e psicologia

04/05/2021 12:33

Artigo publicado por Jardel Pelissari Machado e Andrea Vieira Zanella tem o seguinte resumo:

Este ensaio teórico, com foco em questões epistemológicas e ontológicas, compõe uma teia de diálogos entre as vozes dos pensadores do Círculo de Bakhtin e as vozes da Modernidade para apresentar, a partir da Filosofia do Círculo, elementos que auxiliem a pensar uma forma outra de pesquisa em Ciências Humanas e, mais especificamente, em Psicologia. Com base nessa incursão discute-se três principais aspectos e seus efeitos à produção de saberes: o lugar do/a pesquisador/a e seu/sua outro/a; o trabalho de escrita de pesquisa e o ideal de verdade do saber.

O texto completo do artigo pode ser acessado no site da revista: link

 

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