Malucos da Estrada: experiência nômade e produção de modos de vida

13/05/2021 13:08

A tese de Doutorado de autoria de Andre Luiz Strappazzon e orientada pela Professora Andréa Vieira Zanella foi defendidada no ano de 2017 e tem o seguinte resumo:

Esta pesquisa foi construída a partir da análise dos modos de vida de artistas de rua e artesãos nômades, ou “malucos de estrada”, também conhecidos popularmente como hippies. O eixo da reflexão se refere a como os “malucos de estrada” constroem seus modos de vida em tensão com o que eles chamam de “sistema”, e que designamos como modos de vida hegemônicos, entendidos como “normais” em nossa sociedade, criando outras possibilidades de existência em suas dimensões éticas, estéticas e políticas. O percurso metodológico tem no método da cartografia o horizonte de inspiração. As informações agenciadas para a pesquisa partem de documentários, entrevistas e reportagens produzidas pelos “malucos” ou sobre eles, além de algumas experiências de campo. O referencial teórico tem como base a filosofia de Espinosa e seus interlocutores, além de contar com a colaboração de alguns estudos de Deleuze, Guattari, Foucault, Negri e Hardt, dentre outros. Nas análises discute-se a constituição de modos de vida hegemônicos e os processos de subjetivação decorrentes, no encalço dos conceitos de sociedade disciplinar, biopoder e sociedade de controle, que preconizam noções de normalidade, calcadas em verdades morais erigidas ao longo da história ocidental. A partir disso, são trazidas as críticas que os artistas de rua e artesãos nômades endereçam ao “sistema” e os modelos alternativos de vida que propõem na prática. Na sequência, analisa-se alguns aspectos que possibilitaram aos artistas de rua e artesãos nômades romper com os modos de vida “dentro do sistema” em direção à criação de outros, situados na dimensão dos encontros. Tomando a viagem dos “malucos” como experiência e o nômade como operador conceitual, propõe-se, a partir da análise de alguns relatos conjugados com os referenciais teóricos, chamar de “experiência nômade” a ação de criar em processo condições dissidentes de existência.

e o texto completo pode ser baixado em:

https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=5074743

Tags: Andre Luiz Strappazzonexperiência nômademalucos de estradamodos de vidanomadismoprocessos de subjetivação

Judicialização e contracondutas no trabalho da equipe de um CREAS: forças em tensão na Assistência Social.

13/05/2021 13:07

A tese de Doutorado de autoria de Lucia Regina Ruduit Dias e orientada pela Professora Andréa Vieira Zanella foi defendidada no ano de 2017 e tem o seguinte resumo:

O presente estudo analisa as práticas das trabalhadoras da assistência social, problematizando a experiência da equipe de um Centro de Referência Especializado em Assistência Social – CREAS, da cidade de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil. O estudo investiga as forças que se encontram presentes nas práticas jurídicas das trabalhadoras da equipe do CREAS e busca visibilizar as possibilidades de contracondutas ao processo de judicialização do trabalho e da vida. A estratégia metodológica utilizada é a pesquisa-intervenção, fundamentada na Análise Institucional e em suas noções de produção conjunta do conhecimento e na atitude político-ético-estética da pesquisadora. Os procedimentos utilizados para a produção de informações foram o acompanhamento da equipe, a análise de implicação, a restituição e uma oficina de fotografia. As informações foram registradas em diário de pesquisa e audiogravações. As discussões provocadas pela intervenção foram analisadas à luz das noções de práticas jurídicas, judicialização do trabalho e da vida, assim como de biopolítica e contracondutas, a partir de Michel Foucault e pesquisadores/as contemporâneos/as. O estudo indica que no CREAS encontram-se presentes inúmeras forças que se reúnem em um fluxo na direção da judicialização do trabalho e da vida, sendo estas a trama pobreza-assistencialismo-tutelamento-culpa; a noção de Estado social e a biopolítica, que pressiona as trabalhadoras na direção do controle de si e da população; as práticas jurídicas enraizadas na sociedade e seus mecanismos de exame, de prova, de testemunho e de criminalização e, ainda, a precarização do trabalho. O processo de individualização se mostrou como uma força que transversaliza todas as outras e que pressiona fortemente no sentido da judicialização. O acompanhamento do CREAS e de suas relações com outros níveis e equipamentos da AS, bem como com outras políticas públicas, fez ver que essa dinâmica de forças não faz parte apenas do trabalho de um CREAS, mas se faz presente na AS brasileira assim como nas demais políticas públicas. Sendo assim, é possível dizer que as forças de individualização e culpabilização, enlevadas pelo projeto político liberal, se entrelaçam de forma a estarem presentes nas políticas públicas brasileiras como um todo. Entretanto, se por um lado existe uma trama de forças que pressiona na direção da judicialização, ao mesmo tempo existem forças que operam como contracondutas às práticas de judicialização. Essas forças são a coletivização e sua abertura a criações nos modos de trabalhar, assim como a produção de história e de memórias.

e o texto completo pode ser baixado em:

https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=5007765

Tags: assistência socialassistencialismocoletivo e memóriajudicializaçãoLucia Regina Ruduit Diasprecarização

Pessoas em situação de rua e a cidade: cartografando planos, (in)visibilidades e resistências

13/05/2021 13:06

A tese de Doutorado de autoria de Natalia Alves dos Santos e orientada pela Professora Andréa Vieira Zanella foi defendidada no ano de 2020 e tem o seguinte resumo:

Nesta tese, pesquisamos os encontros entre a cidade e as pessoas em situação de rua. Apesar de termos eleito a cidade de Florianópolis, Santa Catarina, como lócus da investigação, outras cidades em diferentes estados, países e contextos transversalizaram as discussões tecidas. Concebemos pesquisa, pesquisadora e cidade como corpos, que se constituem e interagem de forma dinâmica, heterogênea, constante e múltipla. Traçamos como objetivo geral problematizar as relações que a cidade institui com as pessoas em situação de rua. Destes, desdobram-se três objetivos específicos, a saber: perscrutar, via experiência estética, as tensões do encontro dos corpos das pessoas em situação de rua com o corpo da cidade; analisar o modo como a cidade responde à presença, permanência e trânsito de pessoas em situação de rua; investigar rastros de medidas higienistas voltadas às pessoas em situação de rua em documentos que narram a história da cidade. Como interlocutores teóricos elegemos Gilles Deleuze, Félix Guattari, Mikhail Bakhtin, Lev Vygotsky, Walter Benjamin e outros/as pesquisadores/as que contribuíram para as problematizações empreendidas. Adotamos como estratégias metodológicas caminhar pela cidade, sob a perspectiva do flanêur, de Walter Benjamin, percorrer documentos oficiais e não-oficiais, que narram a sua história, e registrar alguns dos encontros das pessoas em situação de rua com a cidade via fotografia. O olhar para os documentos e encontros inspiraram-se no método cartográfico de Gilles Deleuze e Félix Guattari. As informações produzidas transformaram-se em 04 artigos que buscaram responder aos objetivos específicos da pesquisa. O processo de produção da tese evidenciou as tensões que emergem das relações que nos propusemos investigar, permitindo-nos concluir que às pessoas em situação de rua é destinado, na cidade, o lugar de margem, de resto, um entrelugar.

e o texto completo pode ser baixado em:

https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=9780393

Tags: cartografiacidadedocumentosNatalia Alves dos Santospessoas em situação de ruaplanejamento urbano

MEMÓRIAS DA LOUCURA: ARQUIVO, TESTEMUNHO E ARTE

13/05/2021 13:04

A tese de Doutorado de autoria de Mariana Zabot Pasqualotto e orientada pela Professora Andréa Vieira Zanella foi defendidada no ano de 2020 e tem o seguinte resumo:

Esta tese fala sobre reescrituras e (re)coleções produzidas ou visibilizadas no confronto com os arquivos produzidos do poder psiquiátrico e a sua arquitetura manicomial. Arquivo que – composto pela estrutura física dos pavilhões manicomiais, pelos saberes e técnicas que conduziram às práticas e tratativas coercitivas, a pessoas com diagnóstico psiquiátrico, por fotografias, prontuários e outros registros textuais – se pretende monológico, pois se baseia em um discurso de verdade, pautado na patologização, medicalização, burocratização e disciplinarização dos corpos. Em tensão a esse arquivo, faço ver nesta tese registros da existência e resistência de vidas diante da clausura, arquivo este formado por silêncios, lacunas, cinzas, gritos, murmúrios, produções estéticas e pelos efeitos que foram produzidos na pesquisa em contato com tais corpos ou com os vestígios de si. Distanciando-se de uma perspectiva monológica do arquivo, esta tese atenta para a diversidade de vozes e tempos que compõem a reescrita e as metamorfoses das histórias dos arquivos. A pesquisa teve no conceito de coleção proposto por Walter Benjamin uma inspiração metodológica para esta tese: assim como Arthur Bispo do Rosário, que inventariou, (re)colecionou e “desloucou” as coisas consideradas sem valor descartadas pela cidade, a pesquisa se guiou pela perscruta dos resíduos, cinzas e rastros que sobraram da existência de antigos manicômios; ruínas de violências, ruínas das resistências de vidas contra o choque com o poder. A flânerie também foi outra inspiração para estar nas cidades e perscrutar diferentes museus, espaços e arquivos, a saber: o arquivo relacionado ao Abrigo Municipal de Alienados Oscar Schneider, em Joinville/SC; os espaços de ex-manicômios italianos, a partir da experiência de estágio sanduíche no exterior; e o Museu de Imagens do Inconsciente, no Rio de Janeiro. Nesses lugares praticou-se um caminhar atento aos pequenos sinais de irrupções de tempos de outrora em seu diálogo com o “presente” e recolheu-se – a partir de fotografias, anotações em diário de campo e inscrições de afecções no corpo da pesquisadora – cenas, imagens, acasos, durante os percursos. Eis o que se apresenta, pois, nesta tese: a constelação crítica produzida a partir de fragmentos recolhidos em diversos arquivos da loucura. Uma coleção formada a partir das afecções do corpo da pesquisadora com as ruínas das memórias da loucura. Esta tese teceu fragmentos de imersões espaço-temporais diferentes no campo temático, físico e virtual, marcado pela produção de arquivo da loucura e traz como resultado o apontamento ético sobre a importância de se recolher de forma crítica as ruínas de tragédias passadas e aquelas que atualmente ainda se acumulam diante de nós, resultantes da violação dos diretos humanos de vidas marginalizadas pela produção da loucura. A tese se funda na deia de que recolher de forma crítica tais ruínas é direcionar atenção a como esse passado presentifica-se em constante confronto, atualizar e (re)colecionar os arquivos dessa história, elaborar lutos e impulsionar a inscrição de memórias outras para definir estratégias a favor de novos possíveis.

e o texto completo pode ser baixado em:

https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/220396

Tags: arquivos da loucuraarte e loucurahospital psiquiátricoMariana Zabot Pasqualottomemórias da loucura

A MUSICOTERAPIA EM CONTEXTOS SOCIAIS E COMUNITÁRIOS: DISSENSOS, SABERES E FAZERES NO ÂMBITO DA AMÉRICA LATINA

13/05/2021 12:57

A tese de Doutorado de autoria de Andressa Dias Arndt e orientada pela Professora Kátia Maheirie foi defendidada no ano de 2019 e tem o seguinte resumo:

NESTA TESE INVESTIGAMOS OS FAZERES E SABERES DA MUSICOTERAPIA SOCIAL E COMUNITÁRIA NA AMÉRICA LATINA. UTILIZAMOS O TERMO MUSICOTERAPIA SOCIAL E COMUNITÁRIA COMO UMA SÍNTESE TOTALIZADORA ABERTA, QUE ABARCA AS FORMAS DE SE PENSAR-FAZER MUSICOTERAPIA QUE SE DISTANCIAM DE UMA FORMA CONVENCIONAL, OU SEJA, DE UMA INCLINAÇÃO AO TRABALHO INDIVIDUALIZANTE, FOCANDO EM UM SOFRIMENTO COMUMENTE MOTIVADO POR ALGUMA PATOLOGIA E/OU ORIENTADO POR PERSPECTIVAS BIOMÉDICAS. CONSTRUÍMOS AS INFORMAÇÕES POR MEIO DE UMA REVISÃO INTEGRATIVA DE LITERATURA, A REALIZAÇÃO DE CINQUENTA E NOVE ENTREVISTAS COM MUSICOTERAPEUTAS DA AMÉRICA LATINA E POR MEIO DE PESQUISAS NO COTIDIANO DE TRABALHO DE ALGUNS/MAS DESSES/AS MUSICOTERAPEUTAS. NOSSO PROCESSO DE CONSTRUÇÃO E ANÁLISE DE INFORMAÇÕES TOMOU COMO INSPIRAÇÃO O MÉTODO DA IGUALDADE, DE JACQUES RANCIÈRE. ESCOLHEMOS ORGANIZAR AS INFORMAÇÕES POR MEIO DE TRÊS ARTIGOS E UM BREVE CAPÍTULO FINAL. DE MODO GERAL, AO LONGO DE TODA ESTA TESE BUSCAMOS CONTRIBUIÇÕES PARA PENSAR ARTE, SUJEITO E COLETIVOS NAS OBRAS DE LEV VIGOTSKI E SEUS/SUAS INTERLOCUTORES/AS, BEM COMO NOS TRABALHOS DE JACQUES RANCIÈRE E SEUS/SUAS INTERLOCUTORES/AS. NO PRIMEIRO ARTIGO ANALISAMOS O CONCEITO DE SUJEITO E COLETIVO PRESENTE NAS PUBLICAÇÕES SELECIONADAS NA REVISÃO INTEGRATIVA DE LITERATURA E DISCORREMOS SOBRE AS AÇÕES COLETIVAS/ COMUNS EM ARTICULAÇÃO COM AS INTERFERÊNCIAS POSSÍVEIS DE SEREM ASSINALADAS NO CAMPO DO INSTITUÍDO. NO SEGUNDO ARTIGO ANALISAMOS AS INFORMAÇÕES ADVINDAS DAS ENTREVISTAS E DE NOSSAS PESQUISAS NO COTIDIANO DE TRABALHO. ESCOLHEMOS ABORDAR A QUESTÃO DOS FAZERES HORIZONTALIZADOS E PRÁTICAS NÃO CONVENCIONAIS NO CAMPO DA MUSICOTERAPIA SOCIAL E COMUNITÁRIA LATINO-AMERICANA. CONSIDERAMOS ESSAS PRÁTICAS COMO NOTAS DE DISSENSO PERANTE O CAMPO CONVENCIONAL DA MUSICOTERAPIA. NO TERCEIRO ARTIGO, A PARTIR DO DIÁLOGO ENTRE PERSPECTIVAS VIGOTSKIANAS E RANCERIANAS DISCORREMOS SOBRE A ARTE E OS PROCESSOS DE SUBJETIVAÇÃO POLÍTICA, EM ARTICULAÇÃO COM AS INFORMAÇÕES QUE PUDEMOS CONSTRUIR NESTA PESQUISA. NO CAPÍTULO FINAL, BUSCAMOS PROPOR UM BREVE TEXTO SINTETIZANDO DE FORMA ABERTA ALGUMAS DAS INFORMAÇÕES QUE TRATAMOS AO LONGO DOS ARTIGOS E APONTANDO ALGUNS POSSÍVEIS PARA O CAMPO DE SABER E PRÁTICA DA MUSICOTERAPIA SOCIAL E COMUNITÁRIA. POR FIM, DEFENDEMOS A TESE DE QUE ESSES SABERES E FAZERES QUE PUDEMOS CRIAR E CONHECER NESTA PESQUISA, CONTRIBUEM PARA A CRIAÇÃO DE CENAS DE DISSENSO PERANTE O CAMPO CONVENCIONALMENTE POSTO DA MUSICOTERAPIA E, ASSIM, ABREM A NOVOS POSSÍVEIS PARA ESTE CAMPO DO FAZER.

e o texto completo pode ser baixado em:

https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=8175521

Tags: Andressa Dias Arndtdissensomúsicamusicoterapia social e comunitária

COLETIVO SARAU DO BINHO:INSURGÊNCIA (PO)ÉTICA NAS TRAMAS AFETIVAS DO TERRITÓRIO

13/05/2021 12:56

A tese de Doutorado de autoria de Tatiana Minchoni e orientada pela Professora Kátia Maheirie foi defendidada no ano de 2019 e tem o seguinte resumo:

NO INÍCIO DA DÉCADA DE 2000, A CENA DE SARAUS ECLODIU NAS PERIFERIAS PAULISTANAS. ESTES SÃO ENCONTROS PARA A LIVRE EXPRESSÃO HUMANA POR MEIO DAS ARTES (POESIA, TEATRO, MÚSICA, DANÇA, AUDIOVISUAL), CRIADOS POR PESSOAS DO TERRITÓRIO E QUE ACONTECEM PERIODICAMENTE EM ESPAÇOS PÚBLICOS. O SARAU DO BINHO, ATUANTE NA ZONA SUL DE SÃO PAULO, FOI UM DOS PRECURSORES DESSA CENA E SEU HISTÓRICO DE AÇÕES VIABILIZOU TRANSFORMAÇÕES EM SUJEITOS/COLETIVOS/TERRITÓRIOS. ESTE FOI ESCOLHIDO COMO FOCO DA PESQUISA, PARA O QUAL OLHAMOS DESDE OS REFERENCIAIS DE ESPINOSA, VIGOTSKI E MARX, COM O OBJETIVO DE COMPREENDER A POTÊNCIA DOS ENCONTROS DO SARAU DO BINHO NA PERIFERIA E, ESPECIFICAMENTE: DESCREVER AS CONDIÇÕES E POSSIBILIDADES PARA A CRIAÇÃO DO SARAU DO BINHO; IDENTIFICAR OS AFETOS DA EXPERIÊNCIA DAS PESSOAS COM ESTE SARAU; E INVESTIGAR SEUS EFEITOS NOS SUJEITOS E COLETIVOS NO TERRITÓRIO. PARA TAL, FOI REALIZADA A IMERSÃO NAS ATIVIDADES DO COLETIVO SARAU DO BINHO, POR MEIO DA PARTICIPAÇÃO OBSERVANTE E REGISTROS EM DIÁRIOS DE CAMPO. TAMBÉM FORAM REALIZADAS 04 ENTREVISTAS INDIVIDUAIS COM COMPONENTES DO COLETIVO E UMA ENTREVISTA COLETIVA COM 06 PESSOAS DO PROJETO “DO CAMPO LIMPO AO SINTÉTICO: POESIA SEM MISÉRIA”, ALÉM DE CONVERSAS INFORMAIS. AINDA, FORAM UTILIZADOS DISCURSOS PRODUZIDOS NO CONTEXTO DA FEIRA LITERÁRIA DA ZONA SUL (FELIZS) E EM DOCUMENTÁRIOS SOBRE SARAUS. O CONJUNTO DE INFORMAÇÕES FOI ORGANIZADO EM EIXOS DE ANÁLISE: SARAU; RELAÇÃO COM AS ARTES; PRODUÇÃO COLETIVA/COMUM; TRANSFORMAÇÕES/DESDOBRAMENTOS; TERRITÓRIO/PERIFERIA. DESTES FOI CONSTRUÍDA UMA NARRATIVA POR MEIO DO EXERCÍCIO DA POÉTICA DO CONHECIMENTO, NA QUAL AS PRODUÇÕES DISCURSIVAS DAS PESSOAS DOS SARAUS, POESIAS, MÚSICAS, FOTOGRAFIAS, MAPAS E REFERENCIAIS TEÓRICOS SÃO ARTICULADOS HORIZONTALMENTE, SEM ESTABELECER HIERARQUIAS ENTRE AS DISTINTAS FORMAS DE PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO. A NARRATIVA ESTÁ DIVIDIDA EM QUATRO PARTES, COMPOSTAS DE DIVERSAS CENAS ENTRELAÇADAS, NAS QUAIS EXPOMOS OS RESULTADOS DA PESQUISA. EM SÍNTESE, AFIRMAMOS QUE O SARAU DO BINHO É UM ESPAÇO-TEMPO COLETIVO DE ENCONTROS QUE GERA AFETOS DE ALEGRIA E AUMENTA A POTÊNCIA DE AÇÃO, ALÉM DE PROPICIAR EXPERIÊNCIAS ESTÉTICAS QUE PROVOCAM ABERTURAS DAS POSSIBILIDADES DE SER/EXISTIR/AGIR NO MUNDO PARA ALÉM DO QUE ESTÁ IMEDIATAMENTE POSTO AO DESPERTAREM A IMAGINAÇÃO E A CRIAÇÃO. NESTE SARAU SE EXERCITA UMA TEMPORALIDADE CONTRA-HEGEMÔNICA À ACELERAÇÃO DO CAPITALISMO, INSCREVEM EXPERIÊNCIAS COLETIVAS NAS TRAMAS AFETIVAS DO TERRITÓRIO AO SE APROPRIAREM DE FORMA SUBVERSIVA DO ESPAÇO, ALÉM DE EXERCEREM O DIREITO À CIDADE, CONTRAPONDO-SE ÀS FORÇAS INDIVIDUALIZANTES DO NEOLIBERALISMO. FINALMENTE, AFIRMAMOS QUE O SARAU DO BINHO É UM ESPAÇO-TEMPO PARA A EXPERIMENTAÇÃO DA ÉTICA, NO QUAL OS ENCONTROS COM AS PESSOAS E COM AS ARTES PROPICIAM A COMPREENSÃO DOS AFETOS E A PERCEPÇÃO DO QUE NOS É ÚTIL, DE QUE AO NOS UNIRMOS UMAS ÀS OUTRAS PODEMOS AUMENTAR A POTÊNCIA DE AÇÃO COMUM DE FORMA A CRIAR CAMINHOS COLETIVOS PARA A LIBERDADE.

e o texto completo pode ser baixado em:

https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/219301

Tags: insurgênciapotênciasarauTatiana Minchoniterritório

IMAGEM-TEMPO-MONTAGEM: DIÁLOGOS ENTRE CINEMA E SUBJETIVIDADE

13/05/2021 12:55

A tese de Doutorado de autoria de Gabriel Bueno Almeida e orientada pela Professora Andréa Vieira Zanella foi defendidada no ano de 2019 e tem o seguinte resumo:

ESTA TESE ARTICULA UMA APROXIMAÇÃO EPISTEMOLÓGICA ENTRE ARTE E CIÊNCIA, A PARTIR DO CINEMA ¿ COMO LINGUAGEM ARTÍSTICA ¿ E DA PSICOLOGIA ¿ COMO DISCIPLINA ORIUNDA DO CAMPO CIENTÍFICO. A PESQUISA PROCURA DEMONSTRAR A POTÊNCIA DOS ESTUDOS TEÓRICOS E CONCEITUAIS PROVENIENTES DO CINEMA, APONTANDO QUE TAL LINGUAGEM ESTÉTICA POSSIBILITA UM PENSAR SOBRE A REALIDADE E SOBRE QUESTÕES ONTOLÓGICAS. COMPREENDENDO A PLURALIDADE DE ABORDAGENS TEÓRICAS QUE ESSE TEMA CONVOCA, ESTA PESQUISA TEM COMO PRINCIPAIS REFERÊNCIAS AS TEORIAS SOBRE CINEMA DE GILLES DELEUZE E WALTER BENJAMIN, CONCENTRANDO-SE NOS CONCEITOS DE IMAGEM, TEMPO E MONTAGEM. A TESE DEFENDE QUE OS TRÊS CONCEITOS QUE COMPÕEM A LINGUAGEM CINEMATOGRÁFICA, E A FORMA COMO SE ARTICULAM, AGREGAM REFLEXÕES EPISTEMOLÓGICAS À PSICOLOGIA NA BUSCA POR UM SABER SOBRE OS PROCESSOS DE SUBJETIVAÇÃO E SUA RELAÇÃO COM A VIDA. OS MÉTODOS DE PESQUISA ELENCADOS PARA ATINGIR TAIS OBJETIVOS FORAM A PESQUISA BIBLIOGRÁFICA E A PESQUISA DOCUMENTAL. A PESQUISA BIBLIOGRÁFICA FOI REALIZADA A PARTIR DE UMA REVISÃO SISTEMÁTICA COMPOSTA PELA ANÁLISE DE TESES, DISSERTAÇÕES E ARTIGOS ACADÊMICOS QUE ABORDAM A RELAÇÃO ENTRE CINEMA E PSICOLOGIA, E NA REVISÃO DA LITERATURA QUE SE DEBRUÇA SOBRE O TEMA. A PESQUISA DOCUMENTAL BASEIA-SE NA ANÁLISE DE ALGUMAS OBRAS CINEMATOGRÁFICAS E DE COMO ESSAS OBRAS PODEM POTENCIALIZAR O ENTENDIMENTO DA TEORIA CONSULTADA, SENDO ESSA UMA TEORIA DA LINGUAGEM CINEMATOGRÁFICA E TAMBÉM UMA TEORIA DOS PROCESSOS DE SUBJETIVAÇÃO. A PARTIR DE UMA PERSPECTIVA DIALÓGICA DE EXPLORAÇÃO DO TEMA, A PESQUISA DESENVOLVE UMA APROXIMAÇÃO CONCEITUAL ENTRE DELEUZE, BENJAMIN E AUTORES PROVENIENTES DO CINEMA E DA PSICOLOGIA. A TESE ESTÁ ESTRUTURA EM 05 ARTIGOS DISTINTOS E INDEPENDENTES, MAIS UM CAPÍTULO INTRODUTÓRIO E UMA CONCLUSÃO. A INTRODUÇÃO DISCORRE SOBRE O TEMA CENTRAL E O MÉTODO UTILIZADO NA PESQUISA. O PRIMEIRO ARTIGO É UMA REVISÃO SISTEMÁTICA DESENVOLVIDA A PARTIR DAS PALAVRAS-CHAVE ¿CINEMA¿ E ¿PSICOLOGIA¿. O SEGUNDO ARTIGO REALIZA UMA DISCUSSÃO EPISTEMOLÓGICA ENTRE AS APROXIMAÇÕES, DISTÂNCIAS E PONTOS DE INTERSECÇÃO ENTRE A ARTE E A CIÊNCIA. O TERCEIRO ARTIGO ABORDA O CONCEITO DE ¿IMAGEM¿ NO CINEMA E NA PSICOLOGIA. O QUARTO ARTIGO ANALISA OS CONCEITOS ¿TEMPO¿ E ¿MONTAGEM¿. O QUINTO ARTIGO FAZ UMA REFLEXÃO SOBRE OS PROCESSOS DE SUBJETIVAÇÃO A PARTIR DOS FILMES IKIRU, DE AKIRA KUROSAWA (1952) E LA STRADA, DE FEDERICO FELLINI (1954). PARA FINALIZAR, UM CAPÍTULO DE CONCLUSÃO REALIZA UMA SÍNTESE REFLEXIVA SOBRE AS DISCUSSÕES DESENVOLVIDAS NOS ARTIGOS

e o texto completo pode ser baixado em:

https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=7657305

Tags: cinemaGabriel Bueno Almeidaimagemmontagempsicologiatempo

ESTUDANTES FOTOGRAFANDO A/NA UNIVERS/CIDADE: DIÁLOGOS COM ESPAÇOTEMPOS NA VIDA ACADÊMICA

13/05/2021 12:54

A tese de Doutorado de autoria de Jardel Pelissari Machado e orientada pela Professora Andréa Vieira Zanella foi defendidada no ano de 2019 e tem o seguinte resumo:

A UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ (UFPR) CONSTITUIU-SE HISTORICAMENTE DE FORMA FRAGMENTADA EM DIVERSOS COMPLEXOS DE EDIFÍCIOS ESPALHADOS E QUE COMPÕEM A CIDADE DE CURITIBA, CONDIÇÃO PELA QUAL, NESTA TESE, SEJA CONCEBIDA COMO UMA UNIVERS/CIDADE, DEVIDO A SEU TAMANHO, TÃO GRANDE QUANTO UMA CIDADE, E TAMBÉM POR COMPOR A CIDADE NA QUAL ESTÁ LOCALIZADA. ESSA CONDIÇÃO ESPAÇOTEMPORAL DA UFPR FAZ COM QUE A VIDA ESTUDANTIL NA INSTITUIÇÃO ESTEJA EM CONSTANTE RELAÇÃO COM AS ROTINAS DA CIDADE DEVIDO À NECESSIDADE DE DESLOCAMENTOS CONSTANTES ENTRE DIFERENTES ESPAÇOS QUE A COMPÕEM. COM BASE NA COMPREENSÃO DE QUE OS ESPAÇOTEMPOS SÃO PRODUÇÕES HUMANAS, HISTÓRICAS E SOCIAIS, NÃO SENDO CATEGORIAS NEUTRAS, MAS CONSTITUINDO AS CONDIÇÕES E POSSIBILIDADES AOS PROCESSOS DE PRODUÇÃO DE SUBJETIVIDADES, PASSOU-SE A INDAGAR SOBRE OS EFEITOS DESSA CONFIGURAÇÃO ÀS/AOS ESTUDANTES QUE TEM SUAS FORMAÇÕES ACADÊMICAS E PROFISSIONAIS NESSA INSTITUIÇÃO. ASSIM, COM BASE NA FILOSOFIA DA LINGUAGEM DO CÍRCULO DE BAKHTIN E NA TEORIA CRÍTICA DA ESCOLA DE FRANKFURT, FOI REALIZADA UMA PESQUISA DE CARÁTER INTERVENTIVO QUE TEVE POR OBJETIVO INVESTIGAR OS DIÁLOGOS QUE AS/OS ESTUDANTES TECEM EM SEUS COTIDIANOS NA E PARA COM A UNIVERS/CIDADE. PARA TAL, REALIZAMOS OFICINAS DE FOTOGRAFIA MOBILE COM DOIS GRUPOS DE OITO ESTUDANTES, TOTALIZANDO 16 PARTICIPANTES, DE DIFERENTES CURSOS DE GRADUAÇÃO. AS OFICINAS TIVERAM DURAÇÃO DE OITO SEMANAS, NAS QUAIS FORAM REALIZADOS: A) ENCONTROS EM GRUPO COM DISCUSSÕES: ROTINAS NA UNIVERSIDADE E NA CIDADE; O OLHAR E SUA CONSTITUIÇÃO; O QUE É OU NÃO VISÍVEL EM NOSSOS COTIDIANOS; A PRODUÇÃO DE FOTOGRAFIAS COMO REALIZAÇÃO DE UM SUJEITO QUE REGISTRA SUA FORMA DE VER O MUNDO; B) DERIVAS PELOS ESPAÇOS DA UNIVERS/CIDADE; C) PRODUÇÃO E LEITURAS DE FOTOGRAFIAS; D) ORGANIZAÇÃO E MONTAGEM DE EXPOSIÇÕES. AS OFICINAS PRODUZIRAM, COMO RESULTADOS, UMA SÉRIE DE MATERIAIS QUE FORAM ANALISADOS: FOTOGRAFIAS, TRANSCRIÇÕES DE DIÁLOGOS E DISCUSSÕES EM GRUPOS E DIÁRIOS DE CAMPO DO PESQUISADOR. ENQUANTO PESQUISA DE CARÁTER INTERVENTIVO, AINDA COMO RESULTADOS, PROPORCIONARAM ÀS/AOS PARTICIPANTES A POSSIBILIDADE DE REFLEXÃO E CONSTITUIÇÃO DE NOVOS SENTIDOS SOBRE SEUS OLHARES, ASSIM COMO SOBRE OLHARES DAS/OS OUTROS, AOS ESPAÇOTEMPOS EM SEUS COTIDIANOS, ASSIM COMO A CONSTITUIÇÃO DE NOVOS LUGARES ENUNCIATIVOS/SUBJETIVOS EM SUAS VIDAS ACADÊMICAS. COM BASE NESSE MATERIAL FORAM PRODUZIDOS CINCO ARTIGOS, QUE COMPÕEM A TOTALIDADE DESTA TESE, NOS QUAIS SE DISCUTE: OS PROCESSOS HISTÓRICOS DE CONSTITUIÇÃO DOS ESPAÇOTEMPOS NA/DA UFPR E AS MARCAS DO TEMPO QUE ESTÃO NO ESPAÇO, ASSIM COMO AS CONDIÇÕES E POSSIBILIDADES À VIDA ESTUDANTIL; A CONCEPÇÃO DA FOTOGRAFIA COMO LINGUAGEM, DIALÓGICA E VALORADA, E COMO ENUNCIADO, PRODUÇÃO RESPONSIVA E RESPONSÁVEL DE UM SUJEITO NA DIALOGIA DA COMUNICAÇÃO HUMANA; POSICIONAMENTOS DAS/OS ESTUDANTES FRENTE ÀS VOZES QUE ORGANIZAM OS ESPAÇOTEMPOS DA/NA CIDADE E DA/NA UNIVERSIDADE, SUA NÃO HOMOGENEIDADE E LINEARIDADE E OS PROCESSOS DE PRODUÇÃO DE SUBJETIVIDADES NA UNIVERS/CIDADE; ASPECTOS INVISIBILIZADOS OU SILENCIADOS NA VIDA ESTUDANTIL E QUE EMERGEM COMO EXPRESSÕES DE SOFRIMENTO MARCADAS PELAS E NAS POSSIBILIDADES LER/COMPREENDER SUAS RELAÇÕES COM OS ESPAÇOTEMPOS UNIVERSITÁRIOS; E O CARÁTER INTERVENTIVO E DIALÓGICO DO PROCESSO DE PESQUISA, O PAPEL DO PESQUISADOR NA CONSTITUIÇÃO DE NOVOS CENÁRIOS E SEUS EFEITOS ÀS/AOS PARTICIPANTES DA PESQUISA. OS RESULTADOS E DISCUSSÕES SINALIZAM PARA A NECESSIDADE DE APROFUNDAMENTO DE DISCUSSÕES SOBRE A VIDA ESTUDANTIL NAS UNIVERSIDADES BRASILEIRAS, PODENDO CONTRIBUIR COM NOVOS ESTUDOS, ASSIM COMO PARA COM PROFISSIONAIS E GESTORES DA ÁREA NA ELABORAÇÃO DE POLÍTICAS QUE POSSAM PROPORCIONAR MELHORES CONDIÇÕES DE PERMANÊNCIA ÀS/AOS ESTUDANTES NAS INSTITUIÇÕES.

e o texto completo pode ser baixado em:

https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=7661801

Tags: cidadeensino superiorespaço e tempofotografiaJardel Pelissari Machadoprodução de subjetividade

PSICOLOGIA ESCOLAR EM CONTEXTO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL, CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA: DESAFIOS E POSSIBILIDADES DE UM TRABALHO CONSTRUÍDO EM PARCERIA

13/05/2021 12:52

 

A tese de Doutorado de autoria de Andreia Piana Titon e orientada pela Professora Andréa Vieira Zanella foi defendidada no ano de 2019 e tem o seguinte resumo:

ESTA PESQUISA APRESENTA E PROBLEMATIZA AS CONDIÇÕES, LIMITES E POTÊNCIAS DE UMA PRÁTICA EM PSICOLOGIA CONSTRUÍDA EM PARCERIA COM TÉCNICAS, DOCENTES E ESTUDANTES DE UM CURSO TÉCNICO INTEGRADO EM UM CAMPUS DO INSTITUTO FEDERAL DE SANTA CATARINA (IFSC). FOI DESENVOLVIDA A PARTIR DA ATUAÇÃO DA AUTORA NA COORDENADORIA PEDAGÓGICA DA INSTITUIÇÃO, A QUAL É COMPOSTA POR UMA EQUIPE INTERDISCIPLINAR IMPLEMENTADA PARA ATUAR NA ASSISTÊNCIA ESTUDANTIL E NO APOIO PEDAGÓGICO. A PESQUISA-INTERVENÇÃO FOI A ESTRATÉGIA METODOLÓGICA ADOTADA COM O INTUITO DE INVESTIR NA CONSTRUÇÃO DE PRÁTICAS INSTITUCIONAIS QUE POSSIBILITASSEM A CIRCULAÇÃO DE DISCURSOS E O DESENVOLVIMENTO DOS/AS PARTICIPANTES. FOI REALIZADA NO PERÍODO DE OUTUBRO DE 2015 A DEZEMBRO DE 2016, DURANTE O QUAL A AUTORA COORDENOU UM PROJETO DE EXTENSÃO EM PARCERIA COM AS DEMAIS PROFISSIONAIS DA COORDENADORIA PEDAGÓGICA, DOCENTES E ESTUDANTES. ESSE PROJETO DE EXTENSÃO ENVOLVEU A REALIZAÇÃO DE OFICINAS ESTÉTICAS COM DOIS GRUPOS DE JOVENS DO TÉCNICO INTEGRADO E OFICINAS COM DUAS TURMAS DE 9º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL DE DUAS ESCOLAS PÚBLICAS DA CIDADE. A PRODUÇÃO E REGISTRO DAS INFORMAÇÕES COMPREENDEU DIÁRIO DE CAMPO, REGISTROS FOTOGRÁFICOS, REGISTROS EM VÍDEO DE ALGUNS ACONTECIMENTOS, GRAVAÇÃO EM ÁUDIO DE TODAS AS ATIVIDADES REALIZADAS (OFICINAS, REUNIÕES DE PLANEJAMENTO E ENTREVISTAS) E DOCUMENTOS, TAIS COMO OS RELATÓRIOS (ATAS) DAS REUNIÕES DE PLANEJAMENTO. A PESQUISA FUNDAMENTOU-SE NAS CONCEPÇÕES DE SUJEITO DA PSICOLOGIA HISTÓRICO-CULTURAL E AS INFORMAÇÕES FORAM ANALISADAS A PARTIR DA ANÁLISE DO DISCURSO NA PERSPECTIVA DO CÍRCULO DE BAKHTIN. OS RESULTADOS DESTE ESTUDO SÃO APRESENTADOS NA FORMA DE ARTIGOS, E COMPREENDEM: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA DA LITERATURA SOBRE A ATUAÇÃO DOS/AS PSICÓLOGOS/AS NOS INSTITUTOS FEDERAIS; A ANÁLISE E PROBLEMATIZAÇÃO DE FALAS E DIÁLOGOS COM OS/AS PARTICIPANTES SOBRE TEMÁTICAS TRABALHADAS NAS OFICINAS, MEDIADAS POR LINGUAGENS ARTÍSTICAS, DESTACADAS COMO SIGNIFICATIVAS PELOS/AS JOVENS, TAIS COMO IDENTIDADE, ALTERIDADE, PRECONCEITOS E DISCRIMINAÇÕES NO COTIDIANO ESCOLAR; A PROBLEMATIZAÇÃO DE ACONTECIMENTOS RELACIONADOS À QUESTÕES DE GÊNERO E SEXUALIDADE QUE EMERGIRAM NAS OFICINAS ESTÉTICAS E EM OUTROS ESPAÇOS DO CAMPUS DURANTE A PESQUISA-INTERVENÇÃO; A APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DO PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DO PROJETO DE EXTENSÃO, ANALISANDO AS TENSÕES E POTENCIALIDADES QUE EMERGIRAM A PARTIR DA PARCERIA COM DIFERENTES ATORES DO CAMPUS. CONCLUI-SE QUE É FUNDAMENTAL QUE A PSICOLOGIA EM CONTEXTOS ESCOLARES INVISTA EM MEDIAÇÕES, CONSTRUÍDAS EM PARCERIA COM OUTROS/AS PROFISSIONAIS E ESTUDANTES, QUE POSSIBILITEM A CIRCULAÇÃO DE DISCURSOS E O DESENVOLVIMENTO DA COMUNIDADE ESCOLAR. DIANTE DOS DESAFIOS NA IMPLEMENTAÇÃO DAS POLÍTICAS EDUCACIONAIS, É NECESSÁRIO A PARCERIA COM OS/AS DIFERENTES PARTÍCIPES DO PROCESSO EDUCATIVO, A PARTIR DE UMA PERSPECTIVA CRÍTICA DE SUJEITO E DE EDUCAÇÃO, QUE POSSIBILITEM A INVENTIVIDADE DOS/AS PROFISSIONAIS EM (RE)CRIAR PRÁTICAS COLETIVAS DIANTE DAS CONDIÇÕES CONTEXTUAIS. NESSE SENTIDO, DEFENDO A TESE DE QUE HÁ UM LEGADO DA PSICOLOGIA HISTORICAMENTE CONSTRUÍDO NUMA PERSPECTIVA CRÍTICA QUE PODE CONTRIBUIR PARA A PROPOSIÇÃO DE MEDIAÇÕES, EM PARCERIA COM OUTROS ATORES INSTITUCIONAIS, PROMOTORAS DE DESENVOLVIMENTO TANTO DOS/AS ESTUDANTES QUANTO DOS/AS PROFISSIONAIS. PARA ISSO É IMPRESCINDÍVEL A APOSTA NAS ABERTURAS DAS RELAÇÕES INSTITUÍDAS QUE POSSIBILITEM A CIRCULAÇÃO DE DISCURSOS E A CONSTRUÇÃO DE NOVOS POSSÍVEIS. TAMBÉM É NECESSÁRIO UM OLHAR CONSTANTE PARA OS PARADOXOS E CONTRADIÇÕES DO COTIDIANO INSTITUCIONAL, PARA AS RELAÇÕES INSTITUÍDAS, BEM COMO A REFLEXÃO E UM ARRISCAR E APOSTAR NA CRIAÇÃO E RECRIAÇÃO DE NOVAS PRÁTICAS COM A COMUNIDADE ESCOLAR, INVESTINDO NAS ABERTURAS PARA POSSIBILIDADES OUTRAS.

e o texto completo pode ser baixado em:

https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/219171

Tags: Andreia Piana Titoneducação profissional e tecnológicainterdisciplinaridadeoficinas estéticaspsicologia escolar e educacional

COLONIALIDADE E DE(S)COLONIZAÇÃO: CONTRIBUIÇÕES A PARTIR DO PENSAMENTO DE JACQUES RANCIÉRE

13/05/2021 12:49

A tese de Doutorado de autoria de Felipe Augusto Leques Tonial e orientado pela Professora Kátia Maheirie foi defendidada no ano de 2018 e tem o seguinte resumo:

ESTA TESE TEVE COMO OBJETIVO BUSCAR ALGUMAS CONTRIBUIÇÕES DO PENSAMENTO DE JACQUES RANCIÈRE PARA COMPREENDERMOS OS PROCESSOS DA COLONIALIDADE E OS MEANDROS DA DE(S)COLONIZAÇÃO. PARA TANTO, TOMAMOS COMO PONTO DE PARTIDA UM CONJUNTO DE ARGUMENTAÇÕES QUE PODEMOS DENOMINAR DE PENSAMENTOS DE(S)COLONIAIS. FOI DESENVOLVIDA UMA PESQUISA QUALITATIVA DE CUNHO BIBLIOGRÁFICO QUE TEVE, POR UM LADO, A NOÇÃO DE LEITURA TRANSVERSAL COMO ESTRATÉGIA DE APROXIMAÇÃO COM O MATERIAL ESTUDADO, E, POR OUTRO, INSPIRAÇÃO NA PERSPECTIVA DIALÓGICA DE MIKHAIL BAKHTIN E SEU CÍRCULO, ASSIM COMO SEUS/UAS INTERLOCUTORES/AS, PARA PENSAR ESTE ENCONTRO ENTRE O PENSAMENTO DE RANCIÈRE E AS ARGUMENTAÇÕES DE(S)COLONIAIS. COMO RESULTADO DESTE ESTUDO, PROPUSEMOS TRÊS ENCONTROS DIALÓGICOS ENTRE O PENSAMENTO DE JACQUES RANCIÈRE E AS ARGUMENTAÇÕES DE(S)COLONIAIS, RESULTANDO EM TRÊS ARTIGOS E ARGUMENTOS QUE SE ARTICULAM. NO PRIMEIRO ARTIGO, APROXIMANDO A NOÇÃO DE COLONIALIDADE, PRESENTE NOS PENSAMENTOS DE(S)COLONIAIS, ÀS IDEIAS DE ESTÉTICA, PARTILHA DO SENSÍVEL…

e o texto completo pode ser baixado em:

https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=5983612

Tags: de(s)colonizaçãoFelipe Augusto Leques Tonialigualdademodernidade/colonialidadepolíticasubjetivação política
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